Agências de viagens chamam companhias aéreas a cumprirem obrigações de reembolsos

Por a 23 de Fevereiro de 2021 as 16:50

Desde o início da pandemia do coronavírus, a ECTAA  – Confederação Europeia das Associações de Agentes de Viagens e Operadores Turísticos e as empresas de tecnologia de viagens da UE têm chamado repetidamente as companhias aéreas para cumprir suas obrigações de reembolso, a fim de permitir que as empresas de viagens reembolsem os seus clientes.

Em comunicado, a ECTAA revela que estes reembolsos aplicam-se tanto a produtos B2B, como na venda direta ao consumidor final. Mesmo um ano desde o início da pandemia, várias companhias aéreas ainda não reembolsam bilhetes ou atrasam os reembolsos, alerta a confederação europeia.

“Várias companhias aéreas reembolsaram as empresas de viagens que, por sua vez, puderam reembolsar os seus clientes. Desta forma, as companhias aéreas garantem o cumprimento das obrigações de reembolso perante os clientes.  No entanto, várias companhias aéreas continuam a atrasar ou a ignorar os pedidos de reembolso, colocando os agentes de viagens credenciados pela IATA sob pressão financeira, pois os clientes estão a solicitar reembolsos”.

Este facto, diz a ECTAA, é contrário ao anunciado por várias companhias aéreas que alegam que os reembolsos já foram efetuados.

Desde o início da crise, a ECTAA e as empresas de tecnologia de viagens da UE têm defendido um apoio efetivo a toda a cadeia de valor das viagens. “Apesar dos milhões de euros recebidos de contribuintes, algumas companhias aéreas continuam a recusar ou atrasar massivamente os reembolsos às empresas de viagens e aos seus clientes.  As empresas de viagens enfrentaram acusações de não cumprimento de suas obrigações de reembolso. Ao mesmo tempo, é impossível  obterem reembolsos pendentes processados ​​por várias companhias aéreas. Isto não prejudica apenas os clientes, mas ameaça prejudicar enormemente a reputação dessas empresas e provocar um impacto negativo na confiança do consumidor, que será fundamental para reiniciar as viagens”, adverte a ECTAA.

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