SATA garante manutenção dos voos do Faial, Santa Maria e Pico para Lisboa

Por a 19 de Fevereiro de 2021 as 14:38

O presidente da SATA, Luís Rodrigues, garante que a companhia aérea vai continuar a realizar ligações diretas do Faial, Santa Maria e Pico para Lisboa, negando que o fim dessas ligações esteja nos planos da transportadora açoriana.

Em entrevista à RTP Açores, o presidente da SATA admitiu, no entanto, que cabe aos “decisores políticos” e ao regulador ultrapassar algumas questões, uma vez que o plano de reestruturação da companhia aérea indica que a SATA não pode continuar a operar rotas deficitárias financeiramente, como são as ligações diretas à capital feitas pelos ‘hubs’ de Faial, Santa Maria e Pico.

“Não. Perentoriamente, não”, afirmou Luís Rodrigues, que admitiu, contudo, que as rotas do Faial, Santa Maria e Pico para Lisboa são deficitárias, o que o responsável atribui ao baixo tráfego das rotas e às habituais alterações de voos devido à instabilidade meteorológica.

“Essas rotas são deficitárias. Qualquer conversa que dispute isso não é séria”, reconheceu o responsável, referindo, no entanto, que recentemente o tráfego nestas rotas até tem vindo a crescer.

Luís Rodrigues lembra que a decisão desta questão não está, no entanto, nas mãos da SATA, uma vez que a sua resolução cabe ao Governo Regional, ao Governo da República e ao regulador.

“A companhia é parte ativa e está lá para ajudar, mas também está lá para voarem o que lhe disserem para voar. O problema da compensação [financeira] tem de ser resolvido a nível político”, sustentou.

O plano de reestruturação da transportadora açoriana SATA foi apresentado na semana passada e prevê o regresso aos lucros em 2023, com o presidente da administração da empresa a mostrar confiança que, a partir desse ano, a operação seja “sustentável”.

“Se conseguirmos concretizar tudo como temos planeado, por um lado, e se não houver um agravamento das condições pandémicas ou outras coisas quaisquer que possam vir a surgir, as iniciativas confluem para que 2023 seja, de facto, um ano de inversão e a operação se torne sustentável a partir daí”, declarou Luís Rodrigues na apresentação do documento.

No plano, é estimada para este ano uma perda de 28 milhões de euros, em 2022 o resultado deverá andar perto do zero e, em 2023, já são admitidos lucros na casa dos 23 milhões de euros.

O plano de reestruturação da transportadora prevê, até 2025, poupanças totais de 68 milhões de euros, com base numa estratégia assente em quatro pilares, nomeadamente a reestruturação da frota, a eficiência operacional, a negociação com fornecedores e a agilização do trabalho.

 

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