Receitas turísticas de 2020 descem 57,6% e ficam abaixo de 8MM€

Por a 17 de Fevereiro de 2021 as 16:40

As receitas turísticas de 2020 somaram 7.753 milhões de euros, montante que indica uma descida de 57,6% ou 10.538 milhões de euros face a 2019, quando este indicador tinha chegado aos 18.291 milhões de euros, variação que reflete bem o impacto da COVID-19 no setor das viagens e turismo, de acordo com os dados revelados esta quarta-feira, 17 de fevereiro, pelo Banco de Portugal (BdP).

Além das receitas turísticas, provenientes dos gastos dos turistas estrangeiros em Portugal, também as importações turísticas, que se encontram pelos gastos dos turistas portugueses no exterior, conheceram uma acentuada descida no ano passado, caindo 32,3% face ao registado em 2019, quando este indicador tinha atingido os 5.183 milhões de euros, enquanto em 2020 se ficou pelos 2.795 milhões de euros.

As descidas no acumulado do ano foram comuns também ao último mês de 2020, uma vez que, apontam os dados do BdP, as receitas turísticas de dezembro somaram 519,55 milhões de euros, montante que indica um decréscimo de 51%, já que em igual mês de 2019 tinha atingido os 1.060,71 milhões de euros.

No que diz respeito às importações, o cenário foi igualmente negativo, pois este indicador totalizou 218,96 milhões de euros em 2020, o que corresponde a uma quebra aproximada de 46,5% face aos 408,98 milhões de euros apurados em dezembro de 2019.

Já o saldo da rubrica Viagens e Turismo ficou-se, em dezembro, pelos 300,59 milhões de euros, valor que compara com os 651,73 milhões de euros apurados em mês homólogo do ano passado, o que traduz um decréscimo de perto de 53,9%.

“Em dezembro, as exportações e as importações de bens e serviços registaram decréscimos homólogos de 16,1% (decréscimos de 8,1% nos bens e de 29,1% nos serviços) e 7,5% (decréscimos de 7,6% nos bens e de 7,0% nos serviços) respetivamente. Destacou-se a redução do saldo das viagens e turismo em 351 milhões de euros, resultante de decréscimos de 51,0% nos créditos e de 46,5% nos débitos”, resume o BdP, em comunicado.

 

 

Um comentário

  1. Paulo Manuel dos Anjos Granjo

    18 de Fevereiro de 2021 at 16:30

    Gostaria de saber como chegam as estes números. Uma quebra de 58% só pode ser uma mentira propositada. Deve ser mais um numero (tipo gráfico) encomendado. Não contabilizam a atividade de muitos setores que trabalham em exclusivo para o Turismo como a restauração, transportes e todas as atividades sub contratadas que têm um CAE que não interessa referir nesta análise. Estamos todos bem…

Deixe aqui o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *