SATA: Plano de reestruturação prevê que 2023 seja “ano de inversão”

Por a 12 de Fevereiro de 2021 as 11:15

O plano de reestruturação da SATA, que foi apresentado à comunicação social esta quinta-feira, 11 de fevereiro, prevê que, em 2023, a transportadora açoriana tenha lucros na ordem dos 23 milhões de euros, naquele que, segundo o presidente da companhia, Luís Rodrigues, será um “ano de inversão”.

“Se conseguirmos concretizar tudo como temos planeado, por um lado, e se não houver um agravamento das condições pandémicas ou outras coisas quaisquer que possam vir a surgir, as iniciativas confluem para que 2023 seja, de facto, um ano de inversão e a operação se torne sustentável a partir daí”, declarou hoje Luís Rodrigues, citado pela Lusa.

Durante a apresentação das linhas gerais do plano de reestruturação, que é válido para o período 2021/2025 e que está ainda a ser negociado com Bruxelas, Luís Rodrigues apresentou os “quatro pilares” que vão ditar a transformação : a reestruturação da frota, a eficiência operacional, a negociação com fornecedores e a agilização do trabalho.

O objetivo é cortar custos e tornar a operação viável, prevendo-se que, em 2021, a companhia aérea ainda tenha perdas de 28 milhões de euros, que devem baixar para perto de zero em 2022, até chegar a lucros na ordem dos 23 milhões de euros em 2023.

No total, o plano de reestruturação da SATA prevê uma poupança de 68 milhões de euros até 2025 e, para alcançar esse objetivo, a transportadora deverá realizar uma redução salarial de 10% em vencimentos acima dos 1.200 euros brutos mensais e avançar para a “rescisão negociada de trabalhadores”.

Já no que se refere à saída dos trabalhadores, Luís Rodrigues declarou que saíram já, em regime de reformas antecipadas ou pré-reformas, um total de 48 quadros, sendo esperadas mais 100 saídas até 2023.

Presente na apresentação das linhas gerais do plano de reestruturação da SATA, esteve também José Manuel Bolieiro, presidente do Governo Regional dos Açores, para quem este é “um bom plano”, que contém as “medidas necessárias” para o futuro da companhia.

“Não se trata de medidas duras, tratam-se de medidas necessárias, que protegem os trabalhadores”, afirmou o líder do executivo açoriano, lembrando, no entanto, que o plano está ainda dependente da aprovação de Bruxelas.

A Lusa recorda que as duas transportadoras da SATA fecharam o terceiro trimestre de 2020 com prejuízos de 61 milhões de euros, valor superior aos 38,6 milhões negativos do período homólogo de 2019.

A operação da SATA em 2020, à imagem da globalidade das transportadoras aéreas, foi fortemente condicionada pela pandemia de COVID-19, tendo a empresa parado a operação durante a maior parte do segundo trimestre do ano.

Todavia, os prejuízos globais do grupo açoriano haviam já sido de 53 milhões de euros em 2019, valor em linha com a perda registada em 2018.

 

 

 

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