Turismo recuou 27 anos

Por a 1 de Fevereiro de 2021 as 11:51

A atividade turística registou um total de 26 milhões de dormidas em 2020, o valor mais baixo desde 1993, de acordo com uma estimativa rápida divulgada esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“No conjunto do ano de 2020, os estabelecimentos de alojamento turístico terão registado 10,5 milhões de hóspedes e 26 milhões de dormidas, correspondendo a diminuições anuais de 61,2% e 63,0%, respetivamente, depois das subidas de 7,9% e 4,6% registadas em 2019”, divulgou hoje o INE, acrescentando que “é preciso recuar até 1993, ano em que se registaram 23,6 milhões de dormidas, para se encontrar um número menor de dormidas”.

De acordo com a estimativa rápida da atividade turística em dezembro, o setor do alojamento turístico deverá ter registado, naquele mês, 462,5 mil hóspedes e 972,7 mil dormidas, o que corresponde a variações negativas de 70,7% e 72,3%, respetivamente, em comparação com o mesmo mês de 2019.
Aqueles valores refletem uma ligeira recuperação no último mês do ano passado, depois de em novembro a diminuição ter sido de 76,8% nos hóspedes e 76,9% nas dormidas.
As dormidas de residentes terão diminuído 53,9%, depois de uma queda de 58,8% em novembro, e as de não residentes terão recuado 82,9% (-85,5% no mês anterior).
No mês em análise, 50% dos estabelecimentos de alojamento turístico terão estado encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (46,9% em novembro).

O mercado interno contribuiu com 13,6 milhões de dormidas, uma descida de 35,3%, quando em 2019 aquele mercado contribuiu com uma subida de 6,5%.
Já os mercados externos contribuíram com 12,3 milhões de dormidas, uma descida de 74,9% (aumento de 3,8% em 2019).

No total do ano passado, o Alentejo foi também a região que registou menor diminuição no número de dormidas, face a 2019, recuando 37,3%, enquanto os maiores decréscimos se registaram na Área Metropolitana de Lisboa (-71,5%) e na Região Autónoma dos Açores (-71,1%).
No conjunto do ano de 2020, todos os principais mercados registaram decréscimos superiores a 65%, com destaque para os mercados irlandês (-89,6%), norte-americano (-87,7%) e chinês (-82,8%).

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