Algarve regista “pior ano turístico desde que há memória”, diz AHETA

Por a 12 de Janeiro de 2021 as 11:17

“O Algarve registou, em 2020, o pior ano turístico desde que há memória”. É desta forma que a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) faz o balanço geral final sobre aquela que foi a operação no destino em 2020.

A associação sublinha os números dramáticos, já conhecidos:  o volume de negócios caiu mais de 800 milhões de euros durante o ano, (-65,1%), resultante de quebras na procura dos principais mercados emissores externos, (-75,1%), enquanto o mercado interno, apesar do aumento de procura nos meses de verão, terminou o ano com menos 1,1 milhões de dormidas e 335 mil hóspedes, (-21,2%).

A AHETA refere que os apoios do governo são essenciais para a sobrevivência das empresas da região e admite que os efeitos da crise possam provocar o colapso de muitas empresas turísticas.

“A sobrevivência das empresas hoteleiras e turísticas do Algarve vai depender, fundamentalmente, das condições fiscais e financeiras criadas pelo governo, visando manter os níveis competitivos na fase de retoma, tendo em vista evitar o colapso empresarial do setor do turismo no Algarve. Sem apoios consistentes, a recuperação económica do turismo e do Algarve estão comprometidos, na medida em que colocam em causa os ativos mais valiosos da actividade turística regional”, defende.

Taxa de ocupação com o “pior registo de sempre”

“A taxa de ocupação global média registada atingiu os 27,7% em 2020, o correspondente a 8,7 milhões de dormidas, o pior registo de sempre. Recorda-se que o Algarve, em 2019, teve uma ocupação média de 63,2%, ou seja, mais de 24 milhões de dormidas”, acrescenta.

As dormidas totais baixaram 15,3 milhões (-63,6%), das quais 14,2 milhões de turistas estrangeiros (-75,1%), com especial destaque para o Reino Unido (-83,2%) que, neste período, registou uma descida de 6 milhões de dormidas e 1,1 milhões de hóspedes. Todos os mercados registaram baixas muito acentuadas.

Relativamente aos principais mercados, a Alemanha apresentou uma quebra de 68,8%, correspondendo a menos 1,65 milhões de dormidas e 270 mil hóspedes, enquanto a Holanda desceu 54,7% (0,8 milhões de dormidas e 102 mil hóspedes) e a Irlanda baixou 90%, ou seja, menos 1,3 milhões de dormidas e 227 mil hóspedes.

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