Descidas e encerramentos acentuaram contração turística em novembro

Por a 30 de Dezembro de 2020 as 11:38

O setor do alojamento turístico registou, em novembro, 415,7 mil hóspedes e 950,5 mil dormidas, números que traduzem descidas de 76,3% e 76,7% face a período homólogo, respetivamente, e que, aliados ao encerramento de perto de metade dos estabelecimentos, vieram acentuar a contração da atividade turística, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os números divulgados esta quarta-feira, 30 de dezembro, mostram que a atividade turística sofreu, em novembro, uma contração ainda mais acentuada face ao que já tinha acontecido em outubro, quando o total de hóspedes e dormidas tinha descido 59,7% e 63,3%, respetivamente. A acentuar a quebra, também aumentou o número de estabelecimentos encerrados ou que não registaram qualquer movimento.

“Em novembro, 46,4% dos estabelecimentos de alojamento turístico terão estado encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (32,1% em outubro)”, aponta o INE, na estimativa rápida divulgada esta quarta-feira.

Novembro trouxe descidas generalizadas nas dormidas, que caíram 58,6% entre os residentes e 85,2% entre os não residentes, indicadores que em outubro já tinham recuado 21,7% e 76,4%, respetivamente.

Os residentes foram responsáveis por 543,3 mil dormidas, o que representou 57,2% do total registado nos estabelecimentos de alojamento turísticos portugueses, que receberam ainda 407,3 mil dormidas de não residentes.

Apesar do maior número de dormidas, os hóspedes residentes caíram 62,3%, para 293,1 mil, depois de, em outubro, já terem apresentado uma descida de 24,5%, enquanto os não residentes somaram 122,6 mil, o que indica uma descida ainda mais acentuada de 87,5%, depois de, no passado mês, terem descido 77,9%.

Por regiões, o Alentejo manteve-se como o destino nacional com menor diminuição no número de dormidas, apresentando uma descida de 55,2% face a novembro de 2019, com quebra 49,5% nos residentes e 68,4% nos não residentes, depois de ter caído 29,4% em outubro.

A contração da atividade turística foi visível também ao nível dos mercados, com o INE a apontar que “a totalidade dos principais mercados emissores manteve decréscimos expressivos em novembro (superiores a 70%) intensificando as reduções face ao mês anterior”.

Os mercados de longo curso, como China, Brasil, EUA e Canadá, voltaram a estar entre os mais penalizados, com a China a apresentar uma descida de 96,2%, os EUA de 95,3%, o Canadá de 95% e o Brasil de 91,4%. A nível europeu, o Reino Unido desceu 84,9%, ainda que as maiores quebras se encontrem entre os países nórdicos, com destaque para o decréscimo de 92,8% da Dinamarca e de 89,2% da Suécia.

 

 

 

 

 

 

Deixe aqui o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *