CTP pede reunião urgente ao Governo para discutir apoios ao Turismo

Por a 26 de Novembro de 2020 as 11:16

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) solicitou uma reunião urgente ao ministro Adjunto, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, e à secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, para “avaliar e discutir” os apoios ao Turismo, uma vez que, denuncia a CTP em comunicado, “as medidas do Governo não estão a conseguir dar uma resposta rápida e eficaz” à crise que as empresas do setor atravessam.

“As dificuldades das empresas de Turismo têm vindo a acentuar-se com o agravamento da crise pandémica em Portugal e as medidas do Governo não estão a conseguir dar uma resposta rápida e eficaz, uma vez que muitas delas ainda nem sequer saíram do papel”, afirma Francisco Calheiros, presidente da CTP, citado num comunicado enviado à imprensa.

O presidente da CTP diz que, em causa, estão “muitas empresas e muitos milhares de postos de trabalho”, considerando, por isso, que “esperar pelos fundos comunitários adicionais, que só chegarão em 2021, é condenar o setor a uma morte lenta e dolorosa”

A reunião já está marcada e vai acontecer a 2 de dezembro, pelas 15h00, no Ministério da Economia, contando também com a participação de associações empresariais da atividade turística.

No comunicado divulgado, a CTP lembra ainda que “elaborou um Plano de Retoma do Turismo Português no qual faz uma análise da atual realidade do turismo nacional e propõe um conjunto de medidas globais e específicas para os vários ramos de atividade e sobre várias matérias, desde as questões sanitárias, passando pela mobilidade e acessibilidade, promoção turística, apoio às empresas e o tema laboral”.

“No total, a CTP apresentou 99 medidas, 24 das quais transversais a toda a atividade turística e 75 divididas pelos diferentes ramos de atividade, desde o alojamento, imobiliária turística, golfe, restauração, aviação, rent-a-car, distribuição, animação turística, eventos e congressos, espetáculos, jogo e promoção turística”, lê-se no comunicado.

Um comentário

  1. João Moreira

    28 de Novembro de 2020 at 12:08

    É cada vez mais urgente que se tomem medidas para acudir ao turismo, pois como está provado nos últimos anos foi sem duvida a industria que mais beneficiou o País e ajudou a equilibrar e melhor a economia.
    Desde Março de 2020 que a actividade está estagnada e falo em particular na importação do turismo de negócios que é a minha especialidade na Meet Inc Travel, com a organização de grupos de incentivo, reuniões, seminários e eventos associados em geral.
    Com os cancelamentos e a queda abrupta dos negócios que se tem verificado nesta área do MICE, arrasta de imediato todos os serviços ligados a estas actividades dos grupos, como transportadores, guias interpretes, espaços de eventos, hotéis, etc. e sem duvida nenhuma que estas são as actividades mais penalizadas desde Março, pois tem tido faturações nulas e temos aguentando e sobrevivido à nossa custa, enquanto outros sectores apesar de serem também afectados, tem conseguir mesmo assim algumas receitas.
    Será pois urgente que se tomem mais medidas, para além do Lay Off que já ajudou em parte, mas que não resolve todos os problemas e muito menos a falta de faturação.
    Se estivéssemos a ver já alguma possibilidade de retoma para o sector do turismo a curto prazo, seria uma questão de aguardar e fazer mais um esforço, mas como não se prevê que assim seja e como este tipo de negócios dos grupos será certamente mais demorado a estabilizar, sem duvida que terão de ser tomadas medidas, pois não será o turismo das reservas individuais a virem salvar a crise.

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