CTP critica exclusão do turismo da linha de crédito para empresas exportadoras

Por a 20 de Novembro de 2020 as 9:45

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) considera “uma afronta e um descuido grave” que as empresas de turismo não tenham acesso à linha de crédito para a indústria exportadora, que consta do pacote de medidas de apoio à economia aprovadas em Conselho de Ministros, a 5 de novembro.

“O Turismo é a maior atividade económica exportadora do país, tendo sido em 2019, responsável por 52,3% das exportações de serviços e por 19,7% das exportações totais. Não compreendemos e não podemos aceitar esta decisão do Governo, que revela um desconhecimento absoluto da importância da atividade turística para a economia nacional”, destaca Francisco Calheiros, presidente da CTP.

A linha de crédito para a indústria exportadora é dedicada a empresas com elevado volume de negócios proveniente de exportações de bens e tem uma dotação de 750 milhões de euros, sendo o crédito determinado em função do número de postos de trabalho.

Esta linha de crédito, que está integrada num conjunto de medidas com um valor global que ultrapassa os 1.500 milhões de euros, prevê que 20% do crédito possa ser convertido em fundo perdido, caso exista manutenção dos postos de trabalho.

Um comentário

  1. João Moreira

    23 de Novembro de 2020 at 19:36

    O meu comentário à noticia relativamente aos apoios para o turismo, tem a ver com as agências de viagens que importam (incoming), as chamadas DMC’s que são especialistas na organização de incentivos, reuniões, congressos e eventos de clientes que nos procuram na sua maioria do estrangeiro. Esse tipo de eventos em geral, são os que mais contribuem para a entrada de divisas através das agências de viagens (DMC’s) e que mantém a esmagadora maioria dos hotéis, transportadores, guias turísticos, restaurantes, espaços para eventos, catderings, empresas de animação, etc. etc. a serem rentáveis contribuíndo largamente para a o grande aumento de fluxo de turismo de negócios e empregando milhares de profissionais especializados.
    As agências de viagens (DMC’s) assim como as outras empresas e entidades ligadas à organização dos eventos acima referidas, tem sido as mais atingidas por toda a crise que vivemos, com faturações nulas desde Março e sem perspectivas de retoma a curto prazo.
    Chamo. atenção para a defesa e proteção de todos este profissionais que durante os ultimos anos, foram os que mais contribuíram em receitas de turismo pra Portugal e que não tem tido apoios, nem tem perspectivas das suas situações profissionais se inverterem a curto e talvez mesmo a médio prazo.

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