IATA antevê queda para metade nas receitas da aviação em 2020

Por a 2 de Novembro de 2020 as 10:56

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) estima que, em 2020, as receitas da aviação mundial fiquem 46% abaixo das registadas em todo o ano de 2019, quando este indicador atingiu os 838 mil milhões de euros, em consequência da pandemia da COVID-19 e das restrições às viagens adotadas por vários países em todo o mundo.

As mais recentes previsões da IATA vieram piorar as anteriormente lançadas pela associação e que estimavam uma descida de 29% mas nas receitas para 2021 face a 2019, quando ainda se pensava que poderia existir uma retoma no quarto trimestre de 2020, o que acabou por não acontecer, devido à nova vaga da COVID-19.

Face à nova realidade, a IATA espera agora que “o tráfego de todo o ano de 2020 caia 66% em comparação com 2019, com a procura de dezembro a descer 68%” e avisa que o quarto trimestre deste ano vai ser “extremamente difícil”.

“O quarto trimestre de 2020 vai ser extremamente difícil e existem poucas indicações de que o primeiro semestre de 2021 seja significativamente melhor”, alerta a associação, que culpa o encerramento de fronteiras e as quarentenas pelos resultados negativos que se esperam.

A IAT diz ainda que, sem mais apoios por parte dos governos, mais companhias aéreas vão falir, até porque, sublinha Alexandre de Juniac, diretor geral e CEO da IATA, as companhias aéreas não conseguem “cortar custos rápido o suficiente para acompanhar a redução das receitas”.

A IATA lembra que cerca de 50% das companhias aéreas têm custos fixos que não conseguem reduzir no curto prazo, o que levou a que os custos não tenham caído tão depressa quanto as receitas e dá como exemplo dos custos operacionais, que caíram 48% no segundo trimestre do ano, enquanto as receitas operacionais tiveram um decréscimo de 73%.

Para 2021, a IATA estima ainda que, para chegarem ao breakeven operacional e neutralizar as perdas, as companhias aéreas precisem reduzir ainda os seus custos em 30% face a 2020, naquilo que seria uma descida sem precedentes na indústria da aviação.

 

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