TAP deve retomar em breve voos diários para Cabo Verde

Por a 26 de Outubro de 2020 as 12:12

O ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades da República de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares, anunciou na passada sexta-feira, 23 de outubro, que a TAP deverá retomar em breve os voos diários para o arquipélago, avança o portal informativo Newsavia, que cita informação divulgada pela INFORPRESS – Agência Cabo-Verdiana de Notícias.

“Estamos a negociar também com outros países para que outras companhias aéreas retomem os voos para Cabo Verde”, revelou Luís Filipe Tavares, durante a assinatura de um protocolo com o seu homólogo português, Augusto Santos Silva, com vista à minimização dos estragos causados pelas chuvas de 12 de setembro.

Recorde-se que, devido à pandemia e à consequente descida da procura, a TAP realiza atualmente apenas oito voos semanais para Cabo Verde, quatro dos quais com destino à Praia, na ilha de Santiago, enquanto os outros quatro são para o Mindelo, na ilha de São Vicente.

Luís Filipe Tavares revelou que existem ainda negociações com vista a que também a Cabo Verde Airlines volte a operar entre Cabo Verde e Portugal, assegurando as ligações turísticas às ilhas do Sal e da Boavista, com o responsável a explicar que as autoridades cabo-verdianas estão a negociar também a retoma da operação para outros destinos, nomeadamente europeus e com os EUA.

“Queremos também fazer voos para os Estados Unidos da América, onde temos uma comunidade cabo-verdiana importante e toda a diáspora cabo-verdiana, de uma maneira geral”, acrescentou o governante.

Já Augusto Santos Silva, ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal, que reuniu com Luís Filipe Tavares por videoconferência, aproveitou a ocasião para “agradecer ao Governo de Cabo Verde pelo apoio dado para a manutenção de uma das rotas aéreas mais necessárias do mundo para a TAP”.

“Deve servir de exemplo internacional, porque nunca parámos as ligações aéreas entre os nossos dois países, mesmo em circunstâncias mais difíceis”, reconheceu Santos Silva, lembrando que as “viagens essenciais”, por motivos profissionais, diplomáticos, de reunião familiar ou por motivos sanitários, nunca deixaram de ser realizadas.

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