“Primeira leva de ajudas às companhias aéreas não será suficiente”

Por a 23 de Outubro de 2020 as 14:47

O antigo secretário de Estado do Turismo e atual administrador da TAP, Bernardo Trindade, considera que as companhias aéreas vão precisar de mais apoios públicos e afirma que, “a prazo”, Portugal vai voltar a discutir “uma segunda ronda de ajudas às companhias aéreas”.

“Aquilo que sentimos é que, muito provavelmente, esta primeira leva de ajudas às companhias aéreas não será suficiente. Provavelmente, estaremos aqui, a prazo, a discutir uma segunda ronda de ajudas às companhias aéreas”, afirmou Bernardo Trindade, durante o debate “Turismo em Portugal – Que futuro? Qual o papel da capital?”, promovido pelo partido político Iniciativa Liberal (IL).

De acordo com o responsável, a pandemia da COVID-19, que parou o transporte aéreo mundial, trouxe para a ordem do dia o debate sobre as ajudas estatais às companhias aéreas, que estava praticamente banido à luz das orientações das instituições europeias e públicas, lembrando, no entanto, que a ajuda estatal de 1,2 milhões à TAP não é um caso isolado.

“O tema da TAP não é um tema isolado, há hoje sobre o transporte aéreo uma crise absolutamente acentuada, que está fortemente condicionado em função desta limitação da liberdade de circulação”, acrescentou.

Já sobre o plano de reestruturação que está a ser elaborado para a companhia aérea de bandeira nacional, Bernardo Trindade preferiu não se pronunciar, até porque esse plano terá ainda de ser apresentado ao Governo e apresentado aos acionistas e estrutura organizativa da TAP.

 

 

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