Rotas criadas no Porto são “prejuízo” para a TAP

Por a 16 de Outubro de 2020 as 10:30

As quatro rotas criadas no Porto depois da intervenção do Estado na TAP “são, neste momento, um prejuízo” para a companhia aérea, revelou esta quinta-feira, 15 de outubro, Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e Habitação, durante uma audição na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, na Assembleia da República.

De acordo com o governante, que é citado pela Lusa, as rotas para Amesterdão, Milão, Zurique e Ponta Delgada registam, atualmente, uma ocupação média de 46%, o que traduz um prejuízo para a companhia aérea.

“Queremos uma TAP sustentável que possa manter a sua estratégia como ‘hub’ e reforçar no ponto a ponto”, afirmou o ministro, explicando que está a ser estudado o reforço da frota da TAP Express/Portugalia com o objetivo de colocar a companhia aérea a operar “ligações ponto a ponto” a partir de Porto e Faro, numa estratégia para tornar a TAP “mais competitiva”, nomeadamente face às companhias aéreas ‘low-cost’.

Relativamente à Madeira, Pedro Nuno Santos garantiu que tem “uma boa relação com o governo regional da Madeira” e sublinhou a importância da companhia nas ligações para as ilhas, mas considerou que, “se fosse fácil fazer preços mais baixos na ligação às regiões autónomas, havia mais companhias a fazer”.

Quanto ao plano de reestruturação para a empresa, que está a ser elaborado pela Boston Consulting Group (BCG), o governante realçou que a decisão final cabe aos acionistas e que este trabalho é de assessoria.

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