INE confirma recuperação do turismo em agosto face aos meses anteriores

Por a 15 de Outubro de 2020 as 12:50

O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta quinta-feira, dia 15, a recuperação da atividade turística em agosto, apesar da queda de 43,2% nos hóspedes e de 47,1% nas dormidas face ao período homólogo do ano anterior.

Os valores relativos à atividade turística de agosto estão em linha com os avançados no início deste mês, na estimativa rápida, apenas com uma ligeira diferença relativa à redução nas dormidas (47,2% na estimativa inicial), representando uma recuperação da atividade fortemente impactada pela pandemia de covid-19, depois das descidas de 63,8% e 67,8% de julho.

Em agosto, o mercado interno (peso de 66,0%) contribuiu com 3,4 milhões de dormidas, o que representou um decréscimo de 2,1% (-29,4% em julho). As dormidas dos mercados externos diminuíram 72,0% (-84,7% no mês anterior) e atingiram 1,7 milhões.

Os dados finais do INE para o mês de agosto confirmam que todas as regiões registaram decréscimos das dormidas, umas menos que outras. As que registaram menor diminuição de dormidas foram o Alentejo (-15,3%), Centro (-27,7%) e Algarve (-39,1%).

As maiores reduções verificaram-se na RA Madeira (-72,2%), na RA Açores (-69,1%) e AM Lisboa (-68,6%). O Algarve concentrou 41,1% das dormidas, seguindo-se o Norte (16,4%) e o Centro (15,3%).

No acumulado dos primeiros oito meses do ano, as regiões que apresentaram menores diminuições no número de dormidas foram o Alentejo (-38,6%), Centro (-52,0%) e Norte (-57,4%).

Destaque ainda para o crescimentos do número de dormidas de residentes no Algarve (+9,9%), Alentejo (+3,9%) e Centro (+1,1%), o que não acontecia desde o início da pandemia.

Neste mês, em termos de dormidas de não residentes, o Alentejo registou a menor diminuição (-57,7%), enquanto as restantes regiões apresentaram decréscimos superiores a 65%.

Quanto aos proveitos registados nos estabelecimentos de alojamento turístico em agosto de 2020, estes atingiram  os 326,5 milhões de euros no total e 258,5 milhões de euros relativamente a aposento, o que se traduz em variações de -48,9% e 49,2%, respetivamente (-69,8% em ambos em julho).

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