Qatar Airways prevê mais falências de companhias aéreas com segunda vaga da COVID-19

Por a 12 de Outubro de 2020 as 17:14

O CEO da Qatar Airways, Akbar Al Baker, considera que a segunda vaga da pandemia da COVID-19 vai ter um impacto mais severo e provocar a falência de um maior número de companhias aéreas, depois de este ano terem sido já encerradas 43 companhias aéreas em todo o mundo.

“Em breve haverá mais ajudas financeiras na Europa, haverá outros colapsos em todo o mundo. Por causa da segunda onda, acho que é ainda mais grave do que na primeira onda”, afirmou o responsável, em entrevista à CNBC.

Akbar Al Baker recorda que, este ano, já desapareceram 43 companhias aéreas em todo o mundo, naquele que é considerado o pior momento da história da aviação mundial, que se explica com a diminuição da procura e com as restrições impostas às viagens na sequência da pandemia da COVID-19, que paralisou a aviação global.

Em consequência do aumento da falência de companhias aéreas, o CEO da Qatar Airways prevê também um aumento dos monopólios no setor da aviação, especialmente em algumas regiões do globo, devido a uma previsível redução da capacidade disponibilizada.

“Considero que vai existir mais redução de capacidade, o que de certa forma também não é bom para o público que viaja, porque vai criar uma situação de monopólio, que era exatamente o que certas companhias aéreas queriam que acontecesse”, prevê o responsável.

No caso da Qatar Airways, que já comunicou perdas de 1,9 mil milhões de dólares no ano fiscal de 2019/2020, Akbar Al Baker avisa que as perdas da companhia aérea de bandeira do Qatar vão continuar, não só devido à pandemia da COVID-19 como também pelo bloqueio que os países do Golfo Pérsico, liderados pela Arábia Saudita, decretaram à companhia aérea.

“As nossas perdas vão continuar porque todas as companhias aéreas do mundo vão continuar a perder dinheiro porque não há mais passageiros para transportar”, afirmou Akbar Al Baker, criticando o encerramento de aeroportos e todas as limitações adotadas na sequência da pandemia.

O CEO da Qatar Airways considera também que os governos vão ser obrigados a manter e alargar os apoios já concedidos às companhias aéreas, se quiserem que as transportadoras dos seus países sobrevivam.

Em relação a uma retoma da normalidade, Akbar Al Baker mostra-se pessimista, até porque, avisa, “se a pandemia se espalhar mais num futuro próximo, a recuperação poderá só ocorrer depois de 2024”.

 

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