Alojamento e restauração entre os setores com mais insolvências desde maio

Por a 9 de Outubro de 2020 as 14:51

O alojamento e restauração é um dos setores que regista maior número de insolvências de empresas entre maio e setembro, período em que foram contabilizados 146 processos de insolvência, o que corresponde a um aumento de 73 face a igual período do ano passado, de acordo com o Barómetro Informa D&B.

“Desde maio até 30 de setembro, as novas insolvências (+12%) mostram tendências semelhantes às do início do ano (+11%). Neste período, os valores são semelhantes aos do ano passado na maioria dos setores de atividade, mas com alguns setores a apresentar já uma subida dos novos processos de insolvência, como é o caso do Alojamento e Restauração (total 146; +73 que em 2019) em especial no distrito de Lisboa”, aponta o relatório.

Apesar do aumento registado no setor do alojamento e restauração, é na Indústria que se mantém o maior número de insolvências em termos absolutos, uma vez que, desde o início de 2020, foram contabilizadas 1770 novas insolvências neste setor, o que representa um crescimento de 6,9% face a 2019, ou mais 114 casos.

O relatório ressalva, no entanto, que os “números de encerramentos e insolvências até final de setembro deverão ser entendidos à luz das medidas de apoio que o Estado português colocou à disposição das empresas e, por outro lado, ao facto de estes processos serem normalmente demorados e, no caso das insolvências, envolverem os tribunais, cuja atividade foi afetada durante a pandemia”.

Já no que diz respeito aos encerramentos, o setor dos transportes é o único que apresenta um aumento face a 2019, com um acréscimo de 44 empresas, o que, refere o Barómetro Informa D&B, se deve ao “aumento dos encerramentos nas empresas de transporte ocasional de passageiros em veículos ligeiros”.

No geral, o relatório apurou que, “desde maio, já foram encerradas 4740 empresas, com a tendência a mostrar-se semelhante à do início do ano”, com -10% em janeiro e fevereiro e de -16% entre maio e setembro.

Quanto ao nascimento de novas empresas, Retalho e a Agricultura são os dois setores que já apresentam uma recuperação mais consistente na criação de novas empresas desde o fim do Estado de emergência, ou seja, entre maio e o final de setembro deste ano, face a igual período de 2019.

“No retalho, que tinha começado o ano com um recuo face aos meses homólogos, são as empresas de vendas à distância (comércio a retalho por correspondência ou via internet) que estão a ser responsáveis por grande parte deste crescimento, com 275 novas empresas a serem criadas desde maio, quase o dobro do que no período homólogo”, apurou o barómetro.

Os dados mostram que, depois de uma “queda muito significativa na constituição de novas empresas em março e abril, é visível uma recuperação na dinâmica empresarial que, no entanto, não é igual para todos os setores”, uma vez que, entre maio e setembro, apenas o Retalho e a Agricultura, assim como outros recursos naturais, registam maior número de constituições de empresas que em 2019, ainda que em setembro metade dos setores já tenha superado “o número de empresas criadas no mesmo mês do ano passado”.

“Os setores dos Transportes e das Atividades imobiliárias são os mais penalizados, registando em setembro as maiores quedas face ao período homólogo, respetivamente 73% e 12%”, refere ainda o documento.

 

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