ASTA quer navios de cruzeiro de volta aos EUA

Por a 25 de Setembro de 2020 as 12:32

A ASTA – Sociedade Americana de Agentes de Viagens está a pressionar as autoridades norte-americanas e o CDC – Centro de Controlo e Prevenção de Doenças, o organismo norte-americano de proteção da saúde pública, para que levantem a proibição imposta aos cruzeiros no país e sugere a realização de testes para que as operações sejam retomadas.

De acordo com o site informativo Travelpulse.com, a associação considera que os cruzeiros devem voltar a operar nos EUA e recomenda, por isso, que sejam realizados testes rápidos aos passageiros e que se adote a obrigatoriedade de uso de máscara, medidas que, segundo a ASTA, justificam o levantamento da proibição que ainda existe e que foi decretada na sequência da pandemia da COVID-19.

“Estamos confiantes por ver que, de certa forma, o barómetro de confiança vai na direção certa”, afirma o presidente e CEO da ASTA, Zane Kerby, considerando, no entanto, que é preciso fazer mais para o regresso efetivo dos cruzeiros aos EUA.

“Uma resposta rápida e um teste confiável são desesperadamente necessários para que paremos de tratar todos os 335 milhões de americanos como se eles “pudessem” ter o vírus”, acrescenta o responsável, que cita o diretor do CDC norte-americano, Robert Redfield, que considera que, em termos da saúde individual de cada pessoa, o uso da máscara é mais importante do que a vacina.

“Acreditamos na palavra do Dr. Redfield. Como tal, o CDC deve suspender p seu pedido de proibição de navegação para a indústria dos cruzeiros e exigir o uso de máscara em todas as áreas públicas dos navios de cruzeiro”, acrescenta Zane Kerby.

O presidente e CEO da ASTA lembra ainda que, face a outros setores do turismo, os cruzeiros têm vindo a ser discriminados, uma vez que não existe o mesmo tipo de proibição em mais nenhuma área da indústria das viagens.

“Há quase um milhão de americanos que voam todos os dias e outros milhões que se hospedam em hotéis”, notou o responsável, sublinhando ainda que vários outros países já regressaram, de forma segura, à normalidade através da obrigação do uso de máscara facial e que, segundo um estudo da associação, a maioria dos cruzeiristas norte-americanos deseja voltar a realizar cruzeiros.

“Os dados do nosso estudo confirmam que uma grande maioria dos cruzeiristas se sente confortável por poder gerir os riscos para a saúde, associados à experiência do cruzeiro. É hora de suspender a proibição”, aponta Zane Kerby.

 

 

 

 

 

 

 

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