IATA quer substituir quarentenas por testes rápidos à COVID-19

Por a 23 de Setembro de 2020 as 12:01

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) veio esta terça-feira, 22 de setembro, apelar aos governos que passem a realizar testes rápidos à COVID-19 antes dos voos, em vez de imporem quarentenas aos passageiros, como forma de estimular a conetividade aérea global.

“A IATA apela ao desenvolvimento e adoção de testes de covid-19 rápidos, precisos, acessíveis, fáceis de operar, ajustáveis e sistemáticos para todos os passageiros antes da partida, como uma alternativa às medidas de quarentena, visando voltar a estabelecer a conectividade aérea global”, destaca a IATA, num comunicado enviado à imprensa.

Na mesma informação, a IATA diz que vai trabalhar com a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), assim como com as autoridades de saúde para “implementar esta solução rapidamente”, de forma a minimizar as perdas no tráfego aéreo que, nesta altura, regista uma descida de 50% a nível europeu face ao período homólogo de 2019, enquanto os voos internacionais estão a cair 90% em termos homólogos.

“Mais de meio ano passou desde que a conectividade global foi destruída, dado que os países fecharam as suas fronteiras para lutar contra a covid-19. Entretanto, alguns governos reabriram cautelosamente as fronteiras, mas a procura tem sido limitada porque medidas como as quarentenas tornam as viagens impraticáveis”, defende a IATA, que considera que também “as mudanças frequentes nas medidas tornam impossível o planeamento” de viagens.

Para Alexandre de Juniac, diretor geral e CEO da IATA, “a chave para restaurar a liberdade de circulação através das fronteiras é estabelecer testes à covid-19 para todos os viajantes antes da partida”.

“Isso dará aos governos a confiança para abrir as suas fronteiras sem modelos de risco complicados e sem mudanças constantes nas regras impostas às viagens. Testar todos os passageiros dará às pessoas a liberdade de viajar com confiança”, adianta.

O apelo da IATA tem por base um inquérito realizado recentemente a cinco mil passageiros da Austrália, Canadá, Chile, França, Alemanha, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Índia, Japão, Reino Unido e Singapura, que concluiu que existe um “forte apoio” à implementação de testes à covid-19 antes das viagens.

Dos inquiridos, 84% concordaram que o teste deve ser exigido a todos os viajantes, 88% indicaram que estão dispostos a submeter-se a testes antes de viajar e 65% rejeitaram a imposição de quarentena perante testes negativos.

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