Ryanair corta mais 20% na capacidade prevista para outubro

Por a 18 de Setembro de 2020 as 11:53

A Ryanair vai cortar mais 20% na capacidade prevista para o mês de outubro e espera agora que a capacidade de outubro caia de 50% para cerca de 40%, em comparação com igual mês de 2019, avança a companhia aérea low cost, em comunicado.

“A Ryanair confirmou que estas reduções na capacidade são necessárias devido ao impacto causado pelas contínuas mudanças nas políticas e restrições de viagens dos Governos da União Europeia, muitas das quais são introduzidas sem aviso prévio, prejudicando a intenção dos consumidores de realizar reservas com antecedência”, justifica a Ryanair.

O corte de 20% agora anunciado pela Ryanair vem juntar-se ao corte de outros 20% na capacidade que a companhia aérea já tinha apontado em meados de agosto, com a companhia aérea a avançar desde já que, se nada mudar, vai ser obrigada a “introduzir reduções na capacidade semelhantes durante o período de inverno”.

“Ainda é demasiado cedo para tomar decisões finais no que diz respeito à nossa programação de inverno (de novembro a março), no entanto se as tendências atuais e a má gestão dos governos da UE no que concerne ao regresso das viagens aéreas e da atividade económica normal continuarem, então poderá ser necessário introduzir reduções na capacidade semelhantes durante o período de inverno”, refere um porta-voz da Ryanair, citado no comunicado enviado à imprensa.

A Ryanair é especialmente critica em relação às restrições impostas na Irlanda, país de onde a companhia aérea low cost é originária, e que a transportadora acusa de ter “mantido restrições de viagem excessivas e deficientes desde 1 de julho”, sem que isso se tenha traduzido em taxas mais baixas de transmissão de COVID-19.

“Em alguns países (sobretudo na Irlanda), onde os Governos têm mantido restrições de viagem excessivas e deficientes desde 1 de julho, as taxas de Covid-19 aumentaram para 50 por cada 100.000 habitantes nas últimas semanas, mais do dobro das taxas verificadas na Alemanha e Itália, onde as viagens aéreas intracomunitárias estão permitidas desde 1 de julho”, destaca a Ryanair, que diz acolher “positivamente o plano da Comissão Europeia para eliminar as restrições de viagem intra-EU”.

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