Autocarros de turismo promovem ação de sensibilização pública

Por a 16 de Setembro de 2020 as 9:40

Várias empresas de transporte pesado de passageiros, apoiadas pela ARP – Associação Rodoviária de Transporte Pesado de Passageiros, vão realizar, esta quarta-feira, dia 16, nas cidades do Porto, Lisboa e Faro, uma ação de sensibilização pública, com um total de 200 autocarros. “Esta iniciativa visa sensibilizar e informar os decisores políticos para o atual momento vivido pelo setor do transporte pesado de passageiros que se dedica ao serviço ocasional (autocarros de turismo)”, descreve a associação.

Esta ação pretende ainda transmitir ao mercado e aos clientes “a confiança de que o serviço ocasional será feito com toda a segurança e de acordo com as indicações das entidades competentes”.

“Há 180 dias que os autocarros e os trabalhadores estão parados, e a expetativa é que a paralisação se prolongue por mais 180 dias. Atualmente, existem empresas que, em cinco meses, faturaram zero euros As quebras de faturação são superiores a 80%”, alerta a APR.

Em causa estão 2.000 autocarros parados há mais de 180 dias e 2.500 trabalhadores com os postos de trabalho em risco, aponta.

Não obstante as dificuldades sentidas, as empresas “têm-se progressivamente adaptado para que o transporte de passageiros em autocarro de turismo seja seguro”. Para o efeito, “foram criados protocolos de higienização e limpeza; instalados equipamentos de desinfeção por ozono ou por nebulização de produtos desinfetantes; implementados planos de contingência; entre outros”.

Com base no descrito anteriormente, a ARP “apela ao Governo para que dê especial atenção ao setor do transporte pesado de passageiros que se dedica ao serviço ocasional autocarros de turismo. Caso contrário, haverá despedimentos em massa a partir de outubro e a entrega de autocarros às entidades locadoras/bancos a partir de março de 2021”.

Segundo a associação, “as empresas não têm recursos financeiros para pagar os seus encargos fixos por períodos indeterminados” e, por isso, pede ao governo que crie medidas de apoio efetivo: tais como mais apoios financeiros e com períodos de amortização até 10 anos; novo lay-off simplificado; prolongamento das moratórias de crédito, além de março de 2021; apoio efetivo das companhias de seguro; uniformização de procedimentos pelos países pertencentes à União Europeia, no que respeita à mobilidade, nomeadamente a lotação permitida nos autocarros, sob pena de distorcer a concorrência e tornar não rentável a atividade de transporte das empresas portuguesas”.

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