Agências de viagens de Cabo Verde querem “reabertura imediata” de fronteiras

Por a 16 de Setembro de 2020 as 11:13

As agências de viagens e turismo de Cabo Verde queixam-se da incerteza e querem a “reabertura imediata” de fronteiras no país, de forma a que os voos comerciais possam retomar a Cabo Verde.

“As agências de viagens continuam na mesma, porque temos agora essa indefinição na data da abertura e essa incerteza no amanhã. Não sabemos o que é que vai acontecer, principalmente para a agências de ‘in coming’ – as que recebem visitantes em Cabo Verde – é muito difícil porque não se pode planificar nada”, disse à Lusa Luísa Giorgensen, da Associação das Agências de Viagens e Turismo de Cabo Verde (AAVTCV).

Na sequência da pandemia, os voos comerciais em Cabo Verde foram suspensos a 19 de março e continuam ainda parados, apesar da retoma ter chegado a ser anunciada para 30 de junho, o que não se verificou devido ao aumento de novos casos de COVID-19, que levou a um novo adiamento do recomeço das operações aéreas.

Na opinião de Luísa Giorgensen, o medo inicial do vírus já se terá desvanecido, uma vez que já existe informação sobre o novo coronavírus, motivo pelo qual defende que, neste momento, “não há razões” para continuar com o confinamento.

“Há que haver uma abertura”, advogou a responsável da AAVTCV, que deu como exemplo a estratégia adotada pela Suécia, que no seu entender teve “consequências positivas” para a economia.

Achamos que deverá haver uma abertura, a população já está acostumada, já sabe como agir”, acrescentou ainda Luísa Giorgensen, defendendo que os efeitos para as empresas do setor são enormes, podendo mesmo já ter existido encerramento de alguns empresas, enquanto outras devem seguir o mesmo caminho.

“Sem rendimento, sem poder trabalhar, não há como sustentar. Acho que se não houver um posicionamento do Governo para uma abertura imediata, ou então com uma data precisa do momento de abertura, vai ser a morte para as empresas”, disse ainda a responsável.

Apesar de criticar a manutenção do encerramento de fronteiras, Luísa Giorgensen aproveitou também para congratular o Governo de Cabo Verde pelos voos essenciais, que começaram com a TAP e que, em outubro, vão ser realizados também pela companhia Azores Airlines (SATA), com voos com destino à Praia.

“Já é um fôlego, mas isso não chega porque os voos não estão abertos. Temos alguns clientes a perguntar, temos grupos formados que poderão querer vir, fazer a mudança das datas, mas essa indefinição está a emperrar e nós não podemos fazer nada enquanto continuar nessa incerteza”, salientou.

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