Reestruturação da TAP vai ter consequências, avisa ministro das Infraestruturas

Por a 11 de Setembro de 2020 as 16:32

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, afirmou esta sexta-feira, 11 de setembro, que a reestruturação da TAP é “inevitável” e vai trazer consequências, uma vez que o esforço financeiro que o país está a fazer para ajudar a companhia aérea implica que a empresa seja “viável e sustentável”.

“Está a ser feito um grande esforço para auxiliar e salvar a TAP, porque entendemos que é uma companhia aérea demasiado importante para a economia portuguesa para desistirmos dela, mas o esforço financeiro que está a ser feito exige que nós consigamos ter uma empresa viável e sustentável”, afirmou o governante à Lusa, depois de ser questionado sobre a não renovação de contrato com mais de 300 trabalhadores.

Pedro Nuno Santos admitiu que a reestruturação da TAP “é inevitável e que, obviamente, tem consequências”, a exemplo da redução dos recursos humanos, uma vez que, explicou o ministro, não existe mercado no setor da aviação “que suporte a dimensão que qualquer companhia aérea do mundo tem neste momento”.

O governante disse ainda que o Governo pretende realizar a reestruturação da melhor maneira, “da forma menos traumática possível”, ainda que não seja possível “manter uma dimensão da TAP que não é necessária para a procura” que existe atualmente.

“Temos de fazer um ajustamento à realidade que enfrentamos, para que possamos gerir melhor o dinheiro de todos os portugueses”, sublinhou, referindo que a preocupação do Governo é manter a TAP “saudável e viável”.

Questionado ainda sobre a saída da companhia aérea do CEO Antonoaldo Neves, que poderá ter ocorrido esta quinta-feira, 10 de setembro, Pedro Nuno Santos não confirmou a informação, limitando-se a afirmar que, se “acontecer nas próximas horas, ainda bem, já não era sem tempo”.

“Estávamos a trabalhar para resolver essa situação o mais rapidamente possível. Se ela poder ser resolvida nestas horas, ficarei ainda mais contente porque já devia estar resolvido há mais tempo”, acrescentou.

 

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