Angola passa a exigir teste de despistagem à Covid-19

Por a 9 de Setembro de 2020 as 11:55

Depois de ter sido anunciado que Angola vai voltar a receber voos internacionais a 21 de setembro, o ministro dos Transportes de Angola, Ricardo Abreu, veio agora anunciar que o país vai passar a exigir a realização de um teste de despistagem à covid-19 com base em biologia molecular (RT-PCR) à entrada e saída do território, medida que entra em vigor já esta quarta-feira, 9 de setembro.

“Todos os países estabeleceram regras sanitárias para entrada no território”, lembrou Ricardo Abreu, durante uma conferência de imprensa em Luanda, explicando que o teste passa a ser obrigatório tanto para as saídas como para as entradas de turistas internacionais no país, segundo a Lusa.

De acordo com o governante, o teste deverá ser realizado 72 horas do voo, enquanto nos voos domésticos em território angolano passa a ser exigido um teste serológico realizado nos aeroportos, cujo custo deverá ser suportado pelos próprios passageiros.

“Não será gratuito, será comparticipado pelos próprios passageiros”, acrescentou Ricardo Abreu.

O ministro dos Transportes de Angola revelou ainda que a aviação civil teve perdas muito significativas no país devido à pandemia, rondando os 67%, o que foi “muito significativo” para um setor “que é muito indutivo de outros setores por via indireta, como o turismo e a hotelaria”.

Por esse motivo, Angola decidiu retomar, a 21 de setembro, os voos internacionais, ainda que com um número reduzido de ligações e com regras e normas especificas que devem ser cumpridas pelos passageiros.

“Não será uma abertura fora dos limites estabelecidos, quer por nós, quer pelos países de destino. O que propomos é maior regularidade de voos dentro dos limites dos acordos, mas reduzindo as frequências”, explicou o responsável.

Os passageiros com bilhetes já emitidos terão prioridade para fazer a sua viagem, “permitindo que se escoe esse tipo de situações que colocam desafios do ponto de vista operacional e financeiro, já que a maior parte dos voos de repatriamento foram suportados pelo Estado”, disse ainda o governante.

 

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