Agentes de Viagens e Operadores europeus apelam aos governos para coordenarem restrições a viagens

Por a 8 de Setembro de 2020 as 10:40

A ECTAA, que representa as Associações de Agentes de Viagens e Operadores Turísticos da Europa, e integra a aliança do Manifesto do Turismo Europeu, aplaude os esforços renovados da Comissão Europeia, bem como a iniciativa da presidência alemã do Conselho da União Europeia da semana passada, em melhorar a coordenação das viagens transfronteiriças e restaurar a integridade do espaço Schengen.
A aliança defende que quaisquer restrições de fronteiras no Espaço Schengen devem ser coordenadas. “Na expectativa de uma dramática desaceleração da economia europeia, é crucial que as viagens dentro da UE e em toda a área europeia (incluindo Reino Unido e Suíça) devem ser restauradas com cuidado e rapidez”. Para a aliança, é também “um impulso vital” ao setor das viagens e turismo restabelecer as viagens transatlânticas.

Em comunicado, a aliança considera cruciais medidas como o estabelecer critérios e limites comuns para determinar o risco epidemiológico, incluindo um sistema de codificação de cores comum para identificar áreas de risco. Critérios esses que devem ser avaliados num nível regional detalhado, considerando factores geográficos relevantes (particularmente ilhas).

A confederação apoia ainda a implementação de medidas comuns para colocar em prática na partida e no regresso de áreas de risco, como a substituição da quarentena de viajantes por um teste e rastreio; evitar restrições gerais à liberdade de movimento; evitar impor restrições de viagem aos passageiros em trânsito. Um acordo sobre as regras comuns para a solicitação de resultados negativos do teste COVID-19 antes da viagem quando necessário é também uma das medidas que a confederação considera essencial; além de também se garantir a operação de aplicações de rastreio de contactos na UE e a harmonização de formulários de localização de passageiros com base em padrões internacionais.

O setor tem sublinha que, desde o início da COVID-19, tem apelado a uma melhor coordenação entre os Estados-Membros e a uma coordenação harmonizada no que às restrições de viagens e medidas de segurança na Europa. “Tal abordagem ajudará a reconstruir a confiança do viajante e ajudará o setor na sua lenta recuperação, protegendo milhões de meios de subsistência, empregos e empresas. Enquanto se aguarda o retorno de significativo dos fluxos de viajantes, a continuidade de apoios financeiros no setor são necessários para que o ecossistema do turismo europeu devolva o emprego à economia o mais rápido possível”, defendem.

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