Empresas de serviços técnicos para eventos querem medidas adequadas “a um setor que está completamente parado”

Por a 12 de Agosto de 2020 as 17:30

A Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE) organizou, na passada quarta-feira, entre as 20h00 e as 22h00, uma manifestação pacífica e original para chamar a atenção e pedir mais apoios do Governo para um setor que tem sido fortemente afetado pela pandemia de Covid-19.

No local foram colocadas várias instalações compostas por FlightCases, com as insígnias de cada empresa, criando assim uma mancha visual e ocupando o perímetro da Praça do Comércio. O vídeomapping reproduzido nas fachadas do Terreiro do Paço teve um conjunto de imagens, vídeos e frases que refletem o estado de espírito do setor e demonstram o apagão económico que o mesmo está a sentir.


Durante o manifesto, a APSTE apresentou uma série de medidas que considera serem as mais adequadas para as empresas do setor. Entre elas o prolongamento do Layoff simplificado até 31 de dezembro; a isenção da TSU – incluindo os não abrangidos pelo Layoff e sócios gerentes; formação aos colaboradores através da criação de parcerias com centros formação regionais enquadradas nas necessidades das empresas; e extensão das moratórias para, pelo menos um ano; entre outras.

“Estamos aqui hoje para protestar por medidas adequadas a um setor que está completamente parado, vivemos momentos de grande angústia, há várias empresas com quebras de faturação superior a 80%. Falamos de milhares de técnicos de som, iluminação, vídeo, riggers, stagehands, entre outros profissionais. Há pessoas a passar fome! Este é um setor que não está em retoma, ou seja, não há uma data definida para a sua reabertura, nem uma posição concreta por parte do Governo quanto às medidas a adotar para mitigar os danos causados nesta indústria, que tem feito um elevado esforço financeiro para manter postos de trabalho e as respetivas estruturas. Precisamos urgentemente de apoio porque temos todo um setor em risco de sobrevivência”, explica Pedro Magalhães, presidente da APSTE.

Em 2019, as 170 empresas associadas representaram uma faturação superior a 130 milhões de euros. Agora, 56% destas não têm liquidez para pagar os salários nos meses de agosto e setembro.

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