“Temos de fazer produtos diferenciadores com qualidade para termos futuro no Turismo em Portugal”

Por a 4 de Agosto de 2020 as 11:19

O Grupo Vila Galé apresentou, esta segunda-feira, a ampliação do Vila Galé Douro Vineyards, em Armamar, que passa a disponibilizar um total de 49 quartos, mais um novo restaurante, uma nova piscina e um parque infantil. O projeto de agroturismo na centenária Quinta Val Moreira, que resulta de uma parceria com o empresário António Parente, fica agora concluído num investimento de cerca de 10 milhões de euros.

Depois de ter aberto após o período de confinamento as novas unidades em Alter do Chão e na Serra da Estrela, que estão a registar boa procura, o Grupo Vila Galé reforça assim a sua presença no Douro. Jorge Rebelo de Almeida, presidente do grupo, sublinhou que “um dos grandes prazeres que me dá é de facto fazer coisas diferentes. Hotéis há muitos, mas para termos futuro em Portugal no Turismo, é minha convicção, que temos de fazer produtos diferenciados, com determinada qualidade”. Segundo o empresário, todo o projeto foi pensado para ser enquadrado na encosta onde se encontra de forma a que não “afrontasse as características da região”. Rebelo de Almeida lamentou ainda que o Douro não tenha sido alvo no passado “de uma aposta profissional” que colocasse o destino ao nível mundial de outras regiões vitivinícolas conhecidas.

Quanto ao atual momento, Jorge Rebelo de Almeida demonstrou a sua preocupação com o atual momento que o país está a viver. “Não sou irritantemente otimista mas sou convictamente otimista, ando preocupado com a situação no país. Agora há uma coisa que não tenho a mais pequena dúvida, nestes momentos não adianta nada chorarmos sobre as dificuldades e os problemas”, afirmou. Para o presidente do Grupo Vila Galé, importa “continuar a fazer coisas, se queremos que isto passe vamos ter de nos habituar a conviver com este vírus”. As perdas que estão a registar-se já não vão ser recuperadas, adverte o responsável, que aponta como “fundamental retomar o percurso em que estávamos” antes da pandemia.

Aproveitando a presença do ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, o empresário sugeriu lançamento de um plano de saúde que “enchesse o olho a nós e ao mundo”, mas também uma ajuda para “capitalizar as empresas porque, obviamente, a empresa mais bem gerida deste mundo se não tiver receitas nenhumas não se aguenta e por isso precisamos ainda de alguma ajuda”.

O presidente da Vila Galé considera ainda que “não vai chegar o que fizemos, vai ser preciso fazer mais qualquer coisa”. “O setor do turismo para voltar a ser o motor do desenvolvimento económico, como estou convencido que pode voltar a ser, precisa de uma ajuda”, salientou.

Por sua vez, o ministro da Economia congratulou o Grupo Vila Galé pela coragem em abrir uma unidades nestes tempos. “ Obviamente que há um investimento que está em curso, que vinha de trás, que tinha os seus operacional, que fazia sentido no contexto de afirmarmos Portugal como Melhor Destino Turístico do mundo, de descobrirmos a variedade que Portugal tem para oferecer fora do que são os centros turísticos tradicionais e essa tem sido uma aposta do Grupo Vila Galé, uma aposta que neste momento está a demonstrar-se como sendo vencedora, mas ainda assim arrancar uma operação numa altura como esta merece ser louvado e testemunhado“.

Admitindo que o país está a viver “momentos difíceis”, Pedro Siza Vieira frisou que “vamos passar seguramente por tempos difíceis nos próximos meses com muito pouca atividade de deslocação que não regressará em força senão no próximo ano”, porém, para o ministro “esta altura é uma altura de aguentar”, pois “estou absolutamente convicto que aquilo que fez a excelência de Portugal como destino turístico, a nossa capacidade de receber, a extraordinária riqueza das nossas paisagens que aqui mesmo estamos a testemunhar, há-de fazer com que, quando as pessoas voltarem a viajar em força, a aposta em unidades como esta vai valer a pena”.

O executivo aproveitou ainda para realçar que “em toda a indústria hoteleira, de alojamento e da restauração pode-se ter uma experiência de consumo de lazer em segurança. Em Portugal pode-se fazer férias em segurança.”

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