“A não manutenção do lay off simplificado é um duro revés para o turismo”

Por a 3 de Agosto de 2020 as 16:08

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, considera que a decisão do Governo de não prolongar o lay off simplificado é “inconcebível, inacreditável e incompreensível”.

Em declarações à Antena 1, no passado dia 31 de julho, Pedro Costa Ferreira afirmou que esta é “a maior decepção relativamente às últimas decisões do Governo” e explicou porquê: “É mais barato apoiar empresas para manter emprego do que pagar subsídios de desemprego. Mas é isso nem o mais importante, o mais importante tem a ver com a dignidade da pessoa estar empregada, as pessoas que trabalham são muito mais felizes do que pessoas apoiadas no desemprego”.

Para o presidente da APAVT, a não manutenção do lay off simplificado significa “um duro revés para o setor, para o turismo e, se o turismo não se aguentar, será um enorme revés para a recuperação económica do país, porque, como sabemos, as exportações lideram a recuperação económica e o turismo lidera as exportações”.

Pedro Costa Ferreira deu o exemplo das agências de viagens que continuam com quebras de cerca de 87% e 80% estava em lay off em junho.

Para o responsável, o maior problema da retoma está na confiança para viajar. “Temos um problema de mobilidade internacional que tem a ver com confiança. Resolveremos o problema quando tivermos uma vacina, ou terapia confiável efetiva, ou ambas. Mais voos não significa mais pessoas e mais turismo internacional”.

O presidente da APAVT criticou ainda a atuação da União Europeia. “É necessário caminharmos para a harmonização das condições de receção nos aeroportos e nos países. Enquanto as regras forem diferentes de país para país e diferirem no próprio país de quinzena para quinzena, é muito difícil programar, informar e ter confiança para viajar. Infelizmente a UE está ainda cheia de burocratas que estão em confinamento mental há mais tempo do que nós estamos em confinamento físico. Falam de direitos das pessoas sem saberem do que estão a falar, quando deveriam estar a tentar harmonizar procedimentos, pelo menos na esfera europeia”.

Um comentário

  1. Isabel Esteves

    8 de Agosto de 2020 at 20:36

    Caríssimo Sr.Pedro Costa Ferreira, estou completamente de acordo com a sua opinião,após 51 anos a trabalhar com Turismo,e 22 anos como empresaria da restauração fui obrigada a despedir os meus colaboradores e fechar o meu restaurante, sempre trabalhei com Agencias de Viagens Nacionais e internacionais, e muitos cruzeiros. Agora nada há. Resultado fechar com um desgisto profundo. Não consigo compreender este Governo que nos governa. Melhores cumprimentos. Isabel Esteves

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