Testes à COVID-19 a todos os que chegam via áerea deve ser “uma das prioridades”, defende António Trindade

Por a 13 de Julho de 2020 as 12:16
A 27 de julho, data de novo anúncio por parte do Governo britânico relativamente aos corredores aéreos, espera-se “bom senso” para que Portugal seja incluído nessa nova lista. António Trindade, presidente e CEO dos PortoBay Hotels & Resorts, espera que a decisão inicial da exclusão do nosso país como destino seguro para o mercado britânico sofra alterações antes do final deste mês de julho e um sinal dessa alteração surge da redefinição do início das operações para o Algarve a 1 de agosto por parte de um operador turístico britânico. “Vamos esperar que o bom-senso do Governo britânico prevaleça no dia 27 de Julho”, frisa o empresário do grupo hoteleiro de origem madeirense com unidades na ilha, mas também no Algarve, Lisboa e Porto.
“Todos nós sabemos o que representa o mercado britânico para Portugal e as suas Regiões. Quaisquer constrangimentos na origem, causam decréscimos enormes, dado que no Algarve, o peso do mercado britânico ultrapassava os 20% dos clientes que anualmente nos visitavam”, esclarece.

A esta altura da época estival, António Trindade considera “muito difícil” encontrar soluções para compensar, “a curto prazo” o prejuízo causado pela ausência do mercado britânico. Contudo, “independentemente dessa reabertura, deverá existir um grande acordo entre privados e sector público no contributo para tornar o acesso ao destino tão seguro quanto possível”. O presidente e CEO dos PortoBay Hotels & Resorts realça que “confiança e segurança  são as duas palavras mais sentidas e comentadas entre os turistas e os profissionais do sector”. Neste sentido, “a recomendação da feitura do teste “pcr” nas 72 horas prévias à viagem, co-suportada pelos agentes do destino,  julgo ser uma das prioridades que deveríamos assumir, em relação a todos aqueles turistas que nos chegam por via aérea”.

Porém, a médio prazo e para evitar novos impactos e a dependência de determinados mercados, António Trindade defende que “a aposta em mercados novos” é “algo de muito importante a fazer” e é também o que o “Algarve está “condenado” a  olhar, não só numa perspectiva de origens territoriais diferentes ( algo que não é fácil, nos dias que correm), mas sobretudo em potenciais nichos ou segmentos de mercado, onde as diferenças que o destino Algarve oferece, possam ser muito aprofundadamente trabalhados”.
 Como exemplos de produtos a serem trabalhados, António Trindade recomenda  “as serras e as suas descobertas, os costumes, a sua riquíssima culinária, a gente,a saúde, a dimensão humana do seu “arriére pays”, a abordagem das costa numa perspectiva de passeio e não propriamente de utilização de praia,etc..” Para o empresário, estes são alguns dos exemplos que “podem justificar a atração, não só dos atuais visitantes, como de muitos daqueles que atualmente buscam no centro da Europa essas diferenciações”.

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