ECTAA insiste na mais-valia dos vouchers e no benefício destes para os clientes

Por a 10 de Julho de 2020 as 11:37

A Comissão Europeia instaurou processos por infração a 10 estados membros por violarem as regras referentes aos direitos europeus em matéria de direitos dos consumidores e dos viajantes. A ECTAA – Confederação Europeia das Associações de Agentes de Viagens e Operadores Turísticos, em comunicado, ironicamente considera que esta ação da CE está “em conformidade com a posição da Comissão desde o início da crise” em que os “direitos do consumidor
devem ser mantidos em todas as circunstâncias, mesmo quando o mundo inteiro pare de viajar, a liberdade de movimento é suprimida, milhares de voos e viagens organizadas são cancelados e quando perderam-se centenas de milhares de empregos”.
A ECTAA lamenta que não tenham sido tomadas medidas concretas pela UE para encontrar “soluções para lidar com estas circunstâncias excepcionais globais, apesar das inúmeras propostas da ECTAA e de toda a indústria de viagens e turismo”. Essa inacção, refere a confederação, levou os Estados-Membros a tomarem diferentes medidas de emergência para “proteger empregos e os reembolsos dos consumidores”.
A ECTAA concorda que os direitos do consumidor devem ser respeitados. No entanto, recorda que osvouchers de viagens organizadas são flexíveis e protegem o consumidor contra a insolvência dos organizadores e “são o único instrumento que garante os reembolsos dos consumidores”.
“Como apontado pelo Parlamento Europeu na sua recomendação sobre os vouchers a 13 de maio de 2020, se os organizadores ou transportadoras se tornarem insolventes, existe o risco de muitos viajantes e passageiros não receberem nenhum reembolso, pois as suas reivindicações contra os organizadores e as transportadoras não estão protegidas”.
Pawel Niewiadomski, Presidente da ECTAA, considera que “os vales de viagens organizadas têm sido uma rede extremamente importante de segurança para os organizadores de pacotes, a fim de evitar falências em massa e é a melhor alternativa de reembolsos para os clientes”. “É importante que tiremos as lições dessa crise”, adverte.
Para o responsável, a próxima alteração sobre os direitos do consumidor deve promover “um ´serio debate a níveleuropeu relativamente às viagens, num ambiente equilibrado, competitivo e protetor, não apenas para viagens organizadas, mas para toda a cadeia de valor”.

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