“Fundo de Recuperação tem de ser muito mais em ajudas diretas a fundo perdido”

Por a 9 de Julho de 2020 as 9:57

A eurodeputada Cláudia Monteiro de Aguiar considerou esta quarta-feira, dia 8 de julho, que, quer os mecanismos de apoio do Governo português, quer da União Europeia, têm maioritariamente de ser a fundo perdido”, porque trata-se de uma questão de “sobrevivência das empresas”. A eurodeputada falava no fórum online do IPDAL – Instituto para a Promoção da América Latina e Caraíbas.

Claudia Monteiro de Aguiar defende que o apoio extra previsto pela Comissão Europeia através do Fundo de Recuperação Europeu, no valor de 750 mil milhões, deve chegar rapidamente aos Estados-membros. “Tenho a certeza que o governo português vai fazer todos os esforços para que esta ajuda seja distribuída, mas é preciso que seja célere”.

“Temo que este apoio que será vertido nos próximos quatro anos não chegue a tempo da sobrevivência de algumas empresas ligadas ao turismo. Este Fundo de Recuperação tem de ser muito mais em ajudas diretas a fundo perdido, porque se salvarmos as empresas e se ajudarmos a que esta resiliência do setor do turismo se estenda pelo tempo, estaremos a contribuir para um tecido empresarial turístico em Portugal melhor preparado para uma crise que inevitavelmente vamos passar”.

Na opinião da eurodeputada, a Comissão Europeia falhou, no início, na identificação do problema na Europa. Agora, Claudia Monteiro de Aguiar considera que “estamos a assistir a uma disputa entre algumas Estados-membros no que diz respeito aos critérios que estão a ser tidos em conta” na abertura de fronteiras.

No caso de Portugal, a eurodeputada diz que é preciso “trabalhar para passar uma imagem de segurança lá para fora. Temos de fazer um mea culpa, porque estamos a falhar na questão da saúde pública, o caso de Lisboa está a manchar a imagem lá para fora”.

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