Fórum IPDAL: “Há tentativas de charters para a América Latina, mas têm sido sucessivamente adiadas”

Por a 9 de Julho de 2020 as 9:34

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) disse, esta quarta-feira, dia 8 de julho, que as tentativas dos operadores turísticos para a realização de voos charters para países como Cuba ou República Dominicana têm sido sucessivamente adiadas por falta de condições de partida.

Pedro Costa Ferreira falava no XII Fórum do Turismo “Portugal – América Latina”, este ano sobre o mote “Recuperar a confiança”.

Questionado sobre a retoma de charters para o México, Cuba ou República Dominicana, o presidente da APAVT afirma que “há tentativas” e que os operadores continuam a lutar para fazer operações charters durante o verão, “adiaram-nas para a julho, agora para agosto, e haverá eventualmente algumas operações muito curtas este verão, se não houver uma recaída”.

Pedro Costa Ferreira considera que, para haver uma mobilidade nacional, tem que haver uma resposta global. “Não vale a pena recuperar do ponto de vista da confiança de Portugal, se a República Dominicana ou Cuba não estiverem recuperados. Os fluxos turísticos implicam que a haja a harmonização das condições de acesso e têm de haver confiança relativamente a essas condições”

Para o presidente da APAVT, “não vale a pena falarmos de convivência com o vírus a nível do turismo, porque sabemos que isso significa distanciamento social, e turismo não é distanciamento social. A resposta tem de ser global e consistente. Quer queiramos ou não, ou há uma resposta a nível da saúde pública, ou não arrancamos, tem de haver uma vacina, uma terapia”.

Já quanto à recuperação do turismo em Portugal, Pedro Costa Ferreira considera que esta crise traz duas preocupações, “a primeira é que esta é a maior que estamos a viver, a segunda é que o turismo não pode ajudar na recuperação, porque vai aparecer mais tarde e apenas quando a mobilidade internacional recuperar”.

Pedro Costa Ferreira deixou ainda a mensagem que, “enquanto estamos entre a crise e a sua recuperação, sobretudo em Portugal, o grande desafio é manter a oferta turística e os seus players vivos, porque, quando regressarmos a uma situação de saúde pública estabilizada, ou a oferta portuguesa existe, ou não estaremos competitivos e aí a recuperação será muito mais difícil”.

Para Costa Ferreira é  “urgente que os apoios a fundo perdido cheguem às empresas, só isso as vai manter vivas e permitir a recuperação de turismo e da economia portuguesa.”

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