IPDAL insiste no aumento de ligações aéreas à América latina para desenvolvimento do turismo

Por a 8 de Julho de 2020 as 18:50

O presidente do Instituto para a Promoção da América Latina e Caraíbas (IPDAL), Paulo Neves, voltou a insistir esta quarta-feira, dia 8 de julho, na necessidade do aumento de ligações áreas entre Portugal e a América Latina, com vista ao desenvolvimento do turismo entre as duas regiões. Paulo Neves falava na abertura do XII Fórum do Turismo “Portugal – América Latina”, este ano sobre o mote “Recuperar a confiança”.
“Não é possível incrementarmos o número de turistas de Portugal para a América Latina, e vice-versa, se não apostarmos numa política aérea entre as duas regiões. Portugal, através da TAP, tem boas ligações aéreas com o Brasil, mas tem rapidamente de melhorar e apostar noutros países da América Latina. Não temos ligações diretas com hubs tão importantes como a cidade do Panamá, Bogotá, Cidade do México e Buenos Aires. É lamentável que não tenhamos voos diretos com grandes hubs da América Latina. É por isso que o IPDAL insiste que temos de ter uma maior aposta nestas ligações”, referiu o responsável.

A assistir ao fórum online estiveram diversos embaixadores e representantes diplomáticos da América Latina que ouviram, mais tarde, a resposta a esta questão por parte da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques. “Mais de 70% dos turistas internacionais que nos visitam vêm por via aérea, e temos vindo a captar novas rotas aéreas para Portugal, inclusivamente reforçámos o nosso programa de estímulo à angariação de rotas. Justamente porque sabemos que grande parte dos turistas chegam por via aérea, o nosso objetivo é poder diversificar mercados emissores garantindo que as companhias aéreas podem servir o destino Portugal de uma forma mais eficiente”, disse Rita Marques, que também participou no fórum, juntamente com a sua homóloga espanhola, Isabel Oliver. Para a secretária de Estado do Turismo, este é “um desafio bem presente”, que “tentamos combater, por via deste instrumento, que acarinha parcerias com companhias aéreas, de forma a podermos desenvolver campanhas promocionais conjuntas, garantindo que esses voos possam estar com uma taxa de ocupação interessante”. Rita Marques lembrou que, no ano passado, foram angariadas diversas rotas intercontinentais, sobretudo do Canadá, dos EUA e da Ásia. “Com a pandemia, muitas dessas ligações foram suspensas. Além de termos de recuperar estas ligações, precisamos de continuar a investir muitíssimo na diversificação dos mercado emissores, incluindo a América Latina”.

Promoção conjunta entre Portugal e Espanha na América Latina
Antes da pandemia, Portugal e Espanha estavam a trabalhar em conjunto para concretizar ações de promoção em alguns mercados internacionais. “É uma questão que temos vindo a trabalhar em conjunto com Portugal”, confirmou a secretária de Estado do Turismo espanhol. Para Isabel Oliver, “pode ser interessante fazer esta promoção conjunta. Estamos em contacto permanente com as embaixadas e pode ser uma forma interessante de dar a conhecer esta Península Ibérica que tantos tesouros turísticos têm”.

Para Espanha, o mercado latino americano é “muito interessante e importante”. Embora não tenha revelado números, Isabel Oliver afirmou que o país registou um número interessante de visitantes de países da América latina, dando como exemplo a Venezuela, o México e o Chile. “Temos um número de turistas interessantes que tem crescido nos últimos anos e com uma capacidade de gasto interessante”.

Também Rita Marques confirmou a intenção de retomar este trabalho com Espanha.  “Estávamos a trabalhar em conjunto, reunimos algumas vezes com esse ponto na agenda, ou seja, garantir uma promoção conjunta do destino ibérico em determinados mercados, incluindo a América Latina. Entretanto, ficou em suspenso, e esperamos muito brevemente ter condições para recuperar esse trabalho, porque acreditamos que possa ser uma estratégia vencedora. Fica a promessa de agarrarmos esse desafio, assim que tivermos uma situação mais tranquila nos destinos”.

Um comentário

  1. Mozart

    8 de Julho de 2020 at 22:33

    Na América Latina, o brasileiro é quem tem a maior renda per capita do Continente.

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