“Temos que lamentar-nos menos da “má sorte” e fazer pela vida”

Por a 6 de Julho de 2020 as 13:58

Portugal continental foi excluído  da lista de destinos turísticos com os quais o Reino Unido vai abrir “corredores de viagem internacionais” anunciada na passada sexta-feira. Segundo dados do INE, o mercado britânico foi responsável por 63,4% das dormidas no Algarve em 2019. Neste sentido, o impacto desta decisão na região algarvia “é muito significativo”, aponta Pedro Lopes, administrador do Grupo Pestana no Algarve.

Ao Publituris, o responsável explica que além do impacto em todo o tipo de alojamento turístico, estão também as consequências “em todos os restantes setores complementares , nomeadamente na restauração e bares”.  Para o administrador do principal grupo hoteleiro nacional está na altura de lamentarmos “menos  da “má sorte” e fazer pela vida”, e aponta para a criação e implementação, nos próximos dias/semanas de “um plano que faça descer significativamente o número de novos casos de Covid-19 que têm especial incidência da área da Grande Lisboa. As estatísticas são o que são e sabíamos há muito tempo que este seria o fator determinante para a tomada de decisão no Reino Unido. E os nossos números, nos últimos 15 dias , continuam piores do que as estatísticas da totalidade dos nossos concorrentes turísticos”. “Temos que fazer o que for necessário para alterar esta situação se queremos alterar a decisão no Reino Unido”, adverte.

Relativamente à possibilidade de mercados alternativos colmatarem esta situação no destino, Pedro Lopes considera que “já não temos muito tempo para ir à procura de grandes alternativas para este Verão”. E recorda que também a Dinamarca e a Noruega já tinham colocado Portugal na “lista negra”. “Temos que contar com o mercado interno, espanhol e com todos os que tenham voos diretos para o Algarve”.

Contudo, destaca, o foco de Portugal como destino turístico tem de estar centrado na melhoria das suas estatísticas no que ao novo coronavírus diz respeito. “Só depois pode e deve pensar em mercados alternativos”, aponta. Pedro Lopes realça que mesmo os cidadãos dos países que “abriram os voos para Portugal sem limitações também lêem as noticias sobre as decisões dos governos dos outros países e saberem que vários países obrigam a que se faça quarentena quando do regresso ao país de origem depois de ter vindo a Portugal não ajuda nada a vender a nossa imagem lá fora”.

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