SATA: “Se tudo correr bem, no verão a operação estará a decorrer normalmente”

Por a 2 de Junho de 2020 as 12:02
DR: Newsavia

“O que não nos mata deixa-nos mais fortes”. A frase é de Luís Rodrigues, presidente do Conselho de Administração do grupo SATA, sobre o atual momento da companhia e a sua viabilidade no pós-Covid. O responsável pelo grupo SATA desde o final de 2019, falava na Web Conferência Açores: Preparar o futuro”, organizada pelo Publituris, no passado dia 29 de maio, dia em que a SATA Air Açores retomou os voos interillhas. “Costumo dizer à equipa que são as mesmas pessoas, mas não é a mesma empresa. Aquilo que toda a equipa conseguiu fazer nestes últimos três meses foi extraordinário como resposta a isto tudo. Todos nós entendemos que a SATA tem um papel desproporcionalmente importante na região, maior do que, por exemplo, a TAP possa ter no continente”, começa por dizer.

A companhia recorreu a “todos os instrumentos possíveis e imaginários que permitissem continuar a operar, e, o facto de estarmos a conseguir fazê-lo e a retomar a operação, significa que as coisas foram correndo bem”. Luís Rodrigues reconhece que “não vai ser um ano bom para ninguém”, mas a companhia vai aproveitar “para fazer algumas coisas importantes”. “A SATA já precisava de uma reestruturação antes da pandemia, isto só veio agudizar essa necessidade. Agora temos de dar a volta por cima com todo o apoio dos agentes, da região e dos colaboradores”, refere.

Antes da pandemia, o novo conselho de administração, que entrou em funções no início do ano, tinha já desenvolvido um plano de negócios para apresentar. “90% do plano está refeito e vamos apresentá-lo ao acionista – o Governo Regional dos Açores, assim que possível. Estamos comprometidos em fazer parte da solução e não mais fazer parte do problema. Isso foi histórico nos últimos anos e é uma coisa que tem de deixar de existir nas nossas cabeças”, considera. “A SATA é um elo de mercado onde todos os elos são importantes: hotelaria, operação, todos devem remar para o mesmo lado. Temos conseguido manter uma ligação, em primeiro lugar, com toda a equipa, depois com o acionista e com os operadores de mercado”. Com os operadores turísticos, o presidente do CA da SATA garante que “o plano de falar regularmente mantém-se” e mostra-se disponível para trabalhar nas ligações que são importantes para a operação turística.

Para Luís Rodrigues, este contexto cria “uma enorme oportunidade para o turismo interno”, “os Açores é uma região extraordinária e há muita gente no continente que não conhece bem o destino”.

A SATA Air Açores, a companhia que assegura os voos interilhas, retomou a operação para passageiros no passado dia 29 de maio.  A parir de 15 de junho está previsto o recomeço das ligações da Azores Airlines entre Lisboa/Ponta Delgada, Lisboa /Terceira e Ponta Delgada/ Funchal. Uma semana depois a Horta e o Pico também começarão a receber ligações da companhia. No início de julho está prevista a abertura aos mercados internacionais. Luís Rodrigues sublinha que é apenas uma previsão: “Temos de ter consciência que o nível de incerteza é significativo e que a qualquer momento, por alguma razão fora do nosso controlo, isto pode ser modificado. Mas, à partida, é bom que exista um plano, esse plano é de retoma gradual, porque acreditamos que os passageiros vão retomar a sua necessidade de viajar de forma gradual, e a operação vai acompanhando isso. Depois, se tudo correr bem com o alinhamento entre todas as partes, no verão a operação estará a decorrer normalmente”.

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