Madeira: “Há já vontade de retomar operações” aéreas

Por a 22 de Maio de 2020 as 18:10

A dependência das acessibilidades aéreas da Região Autónoma da Madeira não é novidade, mas é um factor que ganha especial relevo numa altura em que os destinos turísticos pretendem retomar as suas operações e restabelecer a conectividade aérea com outros destinos.
O arquipélago madeirense não tem “outra entrada para o Turismo que não seja o aeroporto, recebemos 1,5 milhões  de passageiros no aeroporto, 500 mil de cruzeiro mas que são passantes, não gozam da infra-estrutura turística na plenitude”, constata o secretário Regional de Turismo e Cultura da Madeira.
Eduardo Jesus, que falava na Web Conferência  “Madeira: Preparar o futuro”, organizada pelo Publituris com o apoio da Associação de Promoção da Madeira, esta dependência coloca “uma grande responsabilidade na acessibilidade aérea”. De forma a estimular a retoma de ligações aéreas para os aeroportos do Funchal e do Porto Santo, a Secretaria Regional tem vindo a trabalhar “diariamente” com a ANA – Aeroportos de Portugal, que, indica, “redefiniu a sua lógica de apoio à captação de tráfego aéreo adaptando-se a esta circunstância que hoje é um retomar quase do zero”, mas também com a secretária de Estado do Turismo e o Turismo de Portugal através do Vip.pt, programa de apoio à captação de operações aéreas para Portugal que também foi reajustado. “Todo esse conjunto de redefinições permitiu que a Madeira, e Portugal no seu todo, se apresente lá fora para captar operações aéreas de uma forma mais agressiva”, indicou o responsável.

No entanto, “esse não tem sido o único trabalho”, adianta, explicando que a Secretaria Regional tem mantido contacto com alguns operadores internacionais, seja do mercado alemão como inglês e até mesmo operadores turísticos portugueses, na “tentativa de reanimar e acelerar a reanimação do interesse em voar para cá e para trazer turistas”.

Relativamente ao mercado nacional, Eduardo Jesus explica que a Madeira é o destino preferido da APAVT – Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo com quem têm vindo a trabalhar de perto de forma a “potenciar essa notoriedade do Destino Preferido 2020 de uma forma muito ativa”. “Temos perfeita consciência que o empenho que existia para 2020 não vai traduzir os resultados que eram esperados, mas é também uma forma de estarmos permanentemente a insistir junto do mercado nacional. Estamos convencidos que dará o seu fruto à conquista da preferência do mercado nacional pela Região Autónoma da Madeira”.

Quanto às companhias aéreas regulares e respectivos voos, Eduardo Jesus esclareceu que a região conta no momento com  ligações da TAP que “foram reforçadas esta mesma semana com mais um voo”. “A partir de 29 de maio temos cinco voos semanais e depois em junho começamos a ter voos todos os dias. Depois começam várias frequências em cada um dos dias”, indica.
Além da TAP, também a easyJet e a Transavia já mostraram intenções de retomar as ligações para o destino. “Há já vontade de retomar operações, a linha da Madeira tem níveis de rentabilidade bastante atractivas”, realçou, perspectivando que “com o evoluir da situação tudo tende para a normalidade e essa vontade em recomeçar rapidamente” das ligações aéreas para o destino.

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