“O novo tempo vai ter uma nova economia baseada nas competências”

Por a 8 de Maio de 2020 as 18:02
BRENDAIT

Percepção de segurança e de confiança são conceitos que norteiam as estratégias de vários destinos e o Centro de Portugal não é excepção.
Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, que falava na Web Conferência do Publituris desta sexta-feira, que tinha como tema “Centro: Preparar o Futuro”,  considera que  nesta crise, como em outras, prevalece o princípio do desafio de Darwin, “não foram os mais fortes que sobreviveram, foram aqueles que se adaptaram”. “E este é claramente o caminho para o novo tempo”, aponta, um novo tempo que “vai ter uma nova economia, que já não é apenas baseada no conhecimento, é uma economia baseada nas competências”.

No que diz respeito à percepção da confiança, Pedro Machado dá como exemplo a forma como outros destinos, como a Coreia do Sul, Singapura ou Hong Kong utilizaram a tecnologia para refletirem e transmitirem a percepção de destinos mais seguros através “da contenção inteligente”.  “Vamos ter que ter destinos mais seguros em que o controlo do risco da disseminação de doenças, não é a apenas o COVID-19, é preparamo-nos para este futuro que está aqui”, indica. O responsável da Turismo Centro de Portugal vai mais longe e considera inclusive que, no que diz respeito aos programas de financiamento comunitário ou outros, devem passar  a observar outros indicadores além do RevPAR, número de hóspedes, dormidas ou receitas, “provavelmente vamos ter que ter outros indicadores, que é a percepção de confiança, a percepção de segurança, de consistência do destino, isto tem que entrar na equação”.

“Mesmo do ponto de vista das políticas públicas europeias dos fundos comunitários, vamos ter de nos deixar de amarrar única e exclusivamente aos rácios estatísticos quantitativos para passarmos a ter destinos qualitativos. Esse também é um grande desafio que vamos ter pela frente”, defende.

Quanto aos desafios, o responsável pelo Centro de Portugal, considera que os vários ‘stakeholders’ que compõem a cadeia de valor do Turismo em Portugal têm à sua frente três específicos: “primeiro, negócios efectivos, no nosso caso é o Turismo;  segundo, “orientação de mercados e clientes de confiança, aí a tecnologia a inovação tem de nos ajudar a baixar o risco e a ganhar a percepção de confiança nos mercados nacionais e internacionais”; terceiro, “a aposta em inovação inteligente nos produtos e nos serviços que prestamos”.

 

Um comentário

  1. Estela S. Costa

    11 de Maio de 2020 at 22:07

    Gostei muito e vou assistir a todas as vossas sessões,pois os grandes profissionais e oradores que hoje tive o privilégio de ouvir, criaram em mim a necessidade de me conectar com estes Senhores, pois preciso de apoio e de aprender muito mais.
    Obrigada

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