Opinião| É tempo de agir, de precaver o futuro e salvaguardar a economia nacional

Por a 30 de Abril de 2020 as 15:50
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Vivenciamos tempos inesperados e mutáveis a uma velocidade nunca vista.
Torna-se cada vez mais imperativo a aposta na diversificação dos modelos de negócio e na readaptação da oferta às exigências do mercado, num futuro incerto e que proporcionará a todos nós uma aprendizagem e uma capacidade de resiliência, que de outra forma não experienciaríamos se não graças à conjuntura atual.
Esta pandemia, que inevitavelmente nos trouxe elevados impactes socio económicos e de saúde, veio também permitir a digitalização e ampliação da oferta turística ao abraçar novos públicos numa sociedade caracterizada pelo imediatismo e pela sua vertente tecnológica.
Infelizmente a maior parte dos players do setor encontram-se condicionados no exercício da sua atividade, que depende maioritariamente da procura externa e da reabertura do espaço aéreo, assim como outros vão surgindo, utilizando a criatividade e a análise das necessidades, desejos e motivações do cliente atual, que se encontra confinado à sua residência, para relançar a sua marca ou até mesmo empreender e desenvolver novas empresas, explorando nichos de mercado alternativos.
A realidade virtual, torna-se hoje, uma ferramenta poderosa para os operadores turísticos, na divulgação do destino, na medida em que permite apelar à memória do mesmo e permitir ao cliente ter acesso à informação sem efetuar deslocações ou comprometer a sua saúde.
Agora é tempo de apostar na formação e na especialização, na antecipação de oportunidades que possam surgir e novas tendências que inevitavelmente surgirão pós-pandemia, assim como uma melhor previsão de ameaças externas, que se revelam cada vez mais frequentes, de forma a salvaguardar a credibilidade do setor perante potenciais colaboradores, a manutenção da empregabilidade e a eficiência da tesouraria das empresas durante um período de crise e paragem forçada.
Seremos capazes de reerguer a nossa economia ao dar preferência a produtos portugueses, comércio local e ao incentivar o turismo doméstico, que a curto-médio prazo representará a tábua de salvação de uma das indústrias mais representativas do PIB nacional.
É nosso dever, enquanto cidadãos viajar cá dentro, contribuir para a valorização do nosso território e promover o mesmo como um destino seguro, adaptado a novas realidades ao sermos embaixadores de um dos países mais acarinhados pelos turistas a nível mundial, pela sua hospitalidade e elevada notoriedade.

*Por Diana Nogueira, sócia-gerente e fundadora do projeto Winefeels Travel.

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