“Covid Safe Tourism”. Madeira prepara documento com medidas a adoptar pelas empresas

Por a 21 de Abril de 2020 as 15:04

A Secretaria Regional de Turismo e Cultura da Madeira está a preparar um documento com um conjunto de práticas a adoptar pelas empresas na retoma da atividade turística. O “Covid Safe Tourism”, nome do projeto, foi elaborado com o contributo das empresas turísticas da região e a perspectiva é que possa ser implementado no prazo de dez dias.

Ao Publituris, o Secretário Regional de Turismo e Cultura da Madeira, Eduardo Jesus, explica que o documento surge da necessidade de, nesta fase, “recuperar a confiança dos viajantes”.

“Sem a confiança dos viajantes não vai ser possível retomar a atividade. A recuperação da confiança depende de muita coisa. O que entendemos na Madeira é que têm de ser estudadas e implementadas boas práticas que são, ao fim ao cabo, recomendações e sugestões que a tutela, neste caso a Secretaria Regional de Turismo e Cultura, propõe ao setor”, começa por dizer. Para a elaboração do documento, a Secretaria Regional teve em conta toda a cadeia de valor da atividade turística. “Fizemos um levamento de todo o percurso do turista, desde a presença na aeronave ao desembarque nos aeroportos da Madeira, o transporte para o alojamento, a chegada ao alojamento, o que deve acontecer no check-in, como deve ser o tratamento nos quartos, nas zonas comuns dos hotéis (piscinas, spas), cuidados a ter nos espaços de restauração e nos bares. Em cada uma destas ocasiões foi estudado o que deve ser feito”, refere.

De acordo com Eduardo Jesus, o “Covid Safe Tourism” está a ser preparado de forma a responder a três aspetos: o distanciamento social, o uso de equipamento individual de proteção e a segurança sanitária.

Como exemplo, o responsável pelo Turismo na Madeira aponta o atendimento nas receções dos alojamentos: “Deve-se, primeiro, privilegiar o check-in online e evitar o check-in presencial”. Na impossibilidade de isso acontecer, Eduardo Jesus refere que a recomendação passa por permitir o distanciamento entre as pessoas. “Tem de ser estudado um novo layout para o espaço de acolhimento, para que não haja aglomerações e o check-in deve ser facilitado ao máximo para que não haja contacto comum sobre os mesmos artigos, utilizando tecnologia”.

A elaboração deste documento contou com a participação do setor turístico madeirense, a quem a Secretaria Regional de Turismo e Cultura lançou o repto há uma semana. “Recebemos da parte do setor um conjunto alargado de contributos que foram esquematizados num documento, que foi colocado outra vez à consideração do setor para validação. Depois, será validado pela Autoridade Regional de Saúde, seguindo a sua implementação”, explica Eduardo Jesus.

O “Covid Safe Tourism” abrange, além do setor do alojamento, o atendimento em postos de informação turística; o comportamento em espaços públicos, como miradouros, levadas e caminhos pedestres; e a animação turística, quer na utilização dos veículos, quer dos equipamentos que são utlizados nesta mesma prática.

Quanto à sua implementação, Eduardo Jesus afirma que, apesar de haver margem de tempo para “estabilizar” o documento, devido ao Estado de Emergência em vigor, o objetivo é que, “no espaço de 10 dias, o documento esteja à disposição de todo o setor”.

Eduardo Jesus destaca ainda o envolvimento da ANA Aeroportos de Portugal, entidade que explora os aeroportos da Madeira. “É fundamental perceber o que é que a ANA está a pensar fazer, quer no momento do embarque, quer no momento da chegada, para adequarmos a este mesmo debate”.

Questionado sobre a previsão do levantamento de medidas de restrição dos aeroportos, Eduardo Jesus afirma que: “Quando os Estados de Emergência terminarem, nenhum destino turístico vai reanimar sem ter a certeza de que existe conforto na viagem. Isso significa que os países de origem têm a pandemia controlada e que esse mesmo destino tem as condições para oferecer essa mesma confiança. Uma data certa ninguém pode arriscar. O que posso garantir é que estamos a preparar tudo para que, no momento em que haja este sentimento de conforto relativamente ao controlo da pandemia, possamos estar em condições de arrancar imediatamente”.

2 comentários

  1. Nuno

    22 de Abril de 2020 at 9:31

    Acho como viajamte que na área de chekin-in por cada balcão deveria haver proteção de acrílico para que o funcionário fizesse o seu trabalho em segurança e também para mim como passageiro.

  2. Manuel Silva / BRAVATOUR, LDA.

    21 de Abril de 2020 at 21:35

    Boa tarde – solicito o reencaminhamento da Msg abaixo para o Depto. devido. Obrigado.

    Exmo. Snr. Diretor Geral de Vendas TAP PORTUGAL

    Ass. Criação da linha FNC-FAO-FNC
    Exmos. Senhores,

    Permitam-me a sugestão – será esta uma boa oportunidade, ou melhor chamemos necessidade da criação da linha direta (que faltava) para ligar as duas regiões turísticas importantes ALGARVE-MADEIRA, sem prejuízo dos seus interesses por serem de natureza diferente, antes de complementaridade ?

    Retransmito um pequeno excerto do jornal Publituris..

    “ Mercado nacional
    O ano começou bem, mas a pandemia parou a atividade turística. “Tivemos de hibernar toda a nossa atividade em termos de hotéis, pousadas, resorts, campos de golfe, etc. Temos a noção que o recomeço vai ser lento e difícil”, afirma Pedro Lopes, administrador do Grupo Pestana, para quem a palavra confiança vai ser fundamental. “Temos de esperar que os nossos clientes voltem a ter confiança em sair à rua, voltem a ter confiança em viajar, para que então o turismo recomece e saía dos “cuidados intensivos” em que está hoje”, refere.
    Olhando para o futuro, Pedro Lopes estima que o primeiro mercado a reagir será o português. “Os portugueses gostam do Algarve, a região continua a ter as qualidades que sempre teve e o mercado interno será o primeiro a arrancar. Depois, temos de esperar para ver o que acontece em Espanha. Quando a pandemia abrandar lá e começarem a viajar, será talvez o segundo mercado com o qual poderemos voltar a contar para o verão”, considera.”
    Apresento os meus melhores cumprimentos.

    Manuel Silva
    Consultor – BRAVATOUR, LDA.

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