Quebra das receitas do golfe pode chegar aos 90% até ao final do ano

Por a 7 de Abril de 2020 as 18:06

A crise provocada pela pandemia da Covid-19 está a ter impacto em todas as atividades turísticas e o golfe não é exceção. Com a entrada em vigor da Declaração de Emergência em Portugal, os campos de golfe foram obrigados a fechar ao público. Em entrevista ao Publituris, cuja versão completa publicaremos esta quarta-feira, o presidente do CNIG – Conselho Nacional da Indústria do Golfe, Luís Correia da Silva, afirma que o impacto da pandemia na atividade foi “brutal”. “Nos dois primeiros meses do ano, o número de voltas jogadas e as receitas, em relação ao período homólogo do ano anterior, tinham aumentado e as reservas para os meses de março, abril e maio perspetivavam uma época alta de golfe muito positiva, eis que, inesperadamente, advém a crise da COVID-19, com todas as consequências para o Turismo em geral e para as empresas/campos de golfe em particular”, refere.

Apesar da suspensão da atividade por tempo indeterminado, Luís Correia da Silva afirma que os campos de golfe estão a assegurar os serviços de “manutenção habituais, com a consequente preservação da condição de jogo dos campos”.

Através de um inquérito enviado na semana passada a todos os campos, o CNIG apurou que 82% das empresas/campos de golfe reduziu significativamente a sua atividade, tendo recorrido a medidas de excepção, “na expetativa de, tanto quanto possível, conservar os postos de trabalho e poder estar em condições para a sua reabertura logo que tal seja possível para os golfistas nacionais e que a procura internacional começar a dar sinais de retoma”.

Considerando este cenário e assumindo que as restrições poderão estender-se para já pelo menos até maio de 2020, quando comparado com o período homólogo em 2019, “prevê-se que a quebra do volume de negócios no golfe, nos primeiros 5 meses do ano, a nível nacional, ultrapasse os 63%. Considerando que, em Portugal, cerca de 87% do total anual das voltas de golfe (+ de 2 milhões) são jogadas por estrangeiros, o cancelamento e/ou adiamento de reservas por não estarem criadas condições para os turistas golfistas viajarem como habitualmente a partir dos seus países de origem, poderá provocar uma quebra das receitas de golfe, até ao fim do ano, que poderá atingir 90%”.

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