Renacionalização da TAP seria “um passo atrás”, diz Humberto Pedrosa

Por a 3 de Abril de 2020 as 16:37

O empresário português Humberto Pedrosa, que detém 50% do consórcio Atlantic Gateway que, por sua vez, possui 45% do capital da TAP, admite que a companhia aérea está em dificuldades financeiras, mas considera que a sua renacionalização seria “um passo atrás” e defende que a solução poderá passar por “um financiamento no curto prazo”, seguido de um aumento de capital.

Numa entrevista ao Jornal Económico, Humberto Pedrosa defendeu que “o contributo dos acionistas privados na TAP tem sido muito positivo, sobretudo na modernização da empresa e na renovação da sua frota de aviões”, considerando, por isso, que a renacionalização da companhia aérea “seria dar um passo atrás”.

O acionista da TAP entende que existem algumas soluções práticas que podem ser adotadas para garantir a viabilidade financeira da companhia aérea e que, defende, passam “prioritariamente por um financiamento no curto prazo e depois por um aumento de capital”.

Humberto Pedrosa considera que o problema que a TAP está a atravessar “não é de gestão”, até porque a companhia aérea “tem crescido bastante nos últimos anos” e estava “a caminho de bons resultados dentro de pouco tempo”.

Devido ao impacto da pandemia de COVID-19 e às restrições de viagens impostas por vários países, a TAP reduziu a sua operação em perto de 98% e pretende colocar cerca de 90% dos seus trabalhadores em lay-off, como forma de cortar custos devido à paragem forçada dos voos comerciais.

Recorde-se que Humberto Pedrosa e David Neeleman são os detentores do consórcio Atlantic Gateway, que possui 45% do capital da TAP, enquanto o Estado, através da Parpública, detém 50% da companhia aérea, estando os restantes 5% do capital nas mãos de trabalhadores da TAP.

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