Como a Accor está a mitigar os efeitos da crise provocada pela COVID-19

Por a 3 de Abril de 2020 as 14:35

Desde o passado mês de fevereiro que o grupo hoteleiro Accor implementou medidas para enfrentar a crise provocada pela pandemia da COVID-19. Nessas medidas, inclui-se o congelamento de contratações, a redução de horários e/ou licenças de 75% das equipas globais da sede para o 2º trimestre, resultando numa redução mínima de 60 milhões de euros em gastos de administração e gestão para 2020.

Além disso, o grupo anuncia que fez uma revisão do plano de investimento recorrente para 2020, resultando numa redução de 60 milhões de euros em despesas de capital e está a “racionalizar ainda mais todos os outros custos (por exemplo, vendas, marketing, TI), em linha com a queda das receitas em todo o sistema”.

“Graças a esta recente estratégia de transformação e de preservação de capital, Accor pode contar atualmente com um balanço forte, com mais de 2,5 mil milhões de euros em dinheiro disponível, e uma revolving credit facility não utilizada de 1,2 mil milhões de euros. Embora muita incerteza permaneça sobre a duração desta crise, o Grupo espera um impacto severo no seu desempenho para 2020, mas mantém-se otimista nas perspetivas a longo prazo da indústria hoteleira, tanto para Accor, como para os colaboradores, proprietários e acionistas”, refere a nota enviada à imprensa.

O grupo anunciou ainda esta sexta-feira, dia 3, que o Conselho de Administração decidiu, no dia 2 de abril, complementar as ações de gestão acima descritas, com a retirada da proposta de pagamento de dividendos de 2019, de 280 milhões de euros.

“Depois de consultar os principais acionistas do Grupo, a JinJiang International, a Qatar Investment Authority, a Kingdom Holding Company e a Harris Associates, Accor decidiu atribuir 25% do dividendo previsto (70 milhões de euros) ao lançamento do “ALL Heartist Fund”, um fundo especialmente destinado à crise da Covid-19”, refere a mesma nota.

Este fundo destina-se a ajudar os 300.000 trabalhadores do grupo, através do pagamento das suas despesas hospitalares relacionadas ao COVID-19 para aqueles que não têm segurança social ou seguro médico. Caso a caso, a empresa compromete-se também a ajudar os colaboradores em licença temporal que sofram de grandes dificuldades financeiras e os parceiros individuais que enfrentem dificuldades financeiras. Além disso, o Grupo irá ainda lançar as iniciativas de solidariedade para apoiar os profissionais de saúde da linha da frente e as organizações sem fins lucrativos.

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