“Setor não pode nem deve estar em ‘shut down’, mas sim ‘on-hold’”

Por a 2 de Abril de 2020 as 15:32

O impacto que a pandemia COVID-19 está a causar ao Turismo é ainda incalculável, apesar de já se adivinhar resultados catastróficos para as diversas áreas turísticas, mas também para aquelas que indiretamente beneficiam dele.
Numa época em que os negócios estão parados, há que preparar estratégias e operações para o pós COVID-19, procurando inspiração na resiliência que o Turismo já demonstrou em crises passadas. Como explica Margarida Osório Amorim, sócia da área de na área de Imobiliário, Urbanismo e Turismo da sociedade de advogados PLMJ, nesse período vai ser necessário que as empresas se preparem para um reinício “com medidas concertadas, com o ambiente jurídico e financeiro adequado, justo e correto mas apelativo”, de forma a responder e posicionar também à nova forma de viajar e de turismo que vai advir deste momento em que o mundo vive atualmente. Para tal, a responsável considera imperativo que o Turismo não deva “estar em ‘shut down’, mas sim ‘on-hold’.”
” Como na crise do imobiliário que vivemos há alguns anos, todos os players do mercado turístico e hoteleiro em Portugal terão de ser, de novo, resilientes e  inovadores; o mercado do turismo e da hotelaria terá necessariamente de se reinventar e de, num primeiro momento, centrar-se no mercado interno”, aponta.

A responsável recorda que esta resiliência e preparação para o momento futuro passa também pela criação de condições para que, assim que seja possível, retornar a atividade normal, se possa rapidamente atingir o nível de serviço e de qualidade e para isso é preciso manter os trabalhadores que são necessários para tal”.

Apesar de considerar as medidas atuais disponibilizadas pelo Governo “boas e necessárias”, Margarida Osório Amorim sublinha que “podemos e devemos fazer mais, porque a história do turismo e da hotelaria em Portugal é uma história de sucesso”. Para a responsável, não se deve ignorar o facto de que “os promotores, os exploradores e todos os players do mercado turístico e hoteleiro em Portugal são agentes de sucesso e relevantes contribuidores para a economia portuguesa”.

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