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Análise | Estarão os viajantes mais resilientes às crises?

O mundo já passou por diferentes crises que impactaram o turismo em vários destinos. Desde atos terroristas a epidemias e desastres naturais. Como o setor enfrentou essas crises?

Carina Monteiro
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O mundo já passou por diferentes crises que impactaram o turismo em vários destinos. Desde atos terroristas a epidemias e desastres naturais. Como o setor enfrentou essas crises?

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“Resposta às crises – está preparado e resiliente para salvaguardar as pessoas e os destinos?”. Parece irónico, mas não é. É o título de um estudo publicado em outubro de 2019, pelo World Travel & Tourism Council (WTTC) em colaboração com o Global Rescue, dois meses antes do início do surto da COVID-19 na China. O relatório, além de abordar as várias crises ocorridas no planeta, tenta apontar caminhos para mitigar com a prontidão possível o impacto destas. Mas o que estamos a viver agora não tem precedentes com nada que ocorreu no passado. O Publituris ouviu vários consultores e economistas e o sentimento é comum: esta não é uma crise semelhante à crise financeira de 2008 e, nesta fase, em que ainda se combate a pandemia, é muito difícil fazer previsões. O próprio primeiro-ministro, António Costa, já disse que é “irrealista” apresentar, neste momento, um programa de relançamento da economia. “Neste momento trata-se de salvar vidas, na área da saúde, e salvar empregos, rendimento e empresas, na área da economia”, prevendo que somente em junho se possa avaliar danos sofridos e perspetivar um “novo futuro para a nossa economia”. As recomendações do relatório do WTTC apontam, claramente, para um envolvimento do Estado na resolução destas crises: “As implicações das crises exigem cada vez mais que os governos se envolvam com o setor privado para melhorar os planos de preparação, gestão e recuperação das crises. A gestão eficaz de uma crise requer a ativação rápida de um plano de emergência, bem como uma comunicação rápida, precisa e transparente”.

Tempo de recuperação

O turismo é responsável por 10,4% do PIB global e por um em cada 10 empregos no planeta, tendo registado um crescimento de 5,500% de chegadas internacionais entre 1950 e 2018. Como tal, é um dos setores com mais interesse em garantir a segurança nas viagens e mitigar o impacto de crises.
Neste estudo é analisado o impacto de 90 crises ocorridas entre 2001 e 2018 nas chegadas e gastos de turistas no destino, bem como o tempo de recuperação. As crises estão divididas por motivação e/ou origem: terrorismo, instabilidade política, desastres naturais e epidemias. Em mais de 90% dos exemplos analisados neste relatório verifica-se um impacto significativo no destino. Mas a boa notícia é que, dos dados recolhidos, é possível notar que tem havido uma diminuição do tempo médio de recuperação das crises de 26 meses (2001) para 10 meses (2018). O relatório justifica esta tendência com uma pesquisa da TripAdvisor que indica que os viajantes estão mais resilientes aos choques, especialmente quando estão familiarizados com um destino.
Das quatro categorias analisadas, os incidentes relacionados com o terrorismo são os que têm o menor impacto económico nas chegadas e gastos de turistas, e o tempo de recuperação mais curto. Por outro lado, o tempo de recuperação mais longo verifica-se nas crises relacionadas com instabilidade política (22 meses em média). No entanto, o WTTC sublinha que destinos percecionados como sociedades seguras, como o Reino Unido, são mais resilientes ao terrorismo.
Analisando a crise financeira de 2008, esta teve um forte impacto sobre o turismo global e nacional no ano seguinte. Em 2009, além da crise económica global, o mundo enfrentava uma contração do crédito, um aumento do desemprego, além da pandemia da Gripe A. Em Portugal, as dormidas em 2009 registaram uma quebra de 6%. Foi preciso esperar um ano para voltar aos resultados positivos. A hotelaria nacional terminou o ano de 2010 com crescimento de dormidas de 2,9%, uma de taxa de ocupação de 38,4%, mais 0,3% que em 2009. Quanto ao RevPAR, foi de 28,6 euros, mais 11,6% que no período homólogo.
Jorge Catarino, na altura diretor do departamento de Hotelaria da Cushman & Wakefield, no artigo de opinião que escreveu para o Publituris intitulado: ‘Os efeitos das crises no Turismo e na Hotelaria’, perspetivava: “Em 2009 continuará, naturalmente, a existir procura no mercado, mas esta manifestar-se-á de forma diferente, pois famílias e empresas estarão a procurar economizar mais que antes. É previsível, portanto, que haja um relativo ‘downgrade’ da procura turística e uma maior preferência por pacotes e hotéis em regime de tudo incluído, sem quaisquer surpresas ou custos adicionais escondidos. Será provável uma diminuição das distâncias percorridas em viagem, crescendo o turismo interno e de curta distância. Por último, os consumidores tenderão a reservar mais tarde e os hoteleiros dificuldades acrescidas em fazer previsões”.
Agora, o consultor é mais cauteloso em fazer previsões: “Embora paralelos possam ser sempre estabelecidos com crises anteriores, a verdade é que esta crise é bastante atípica por afetar uma dimensão crítica da humanidade, a saúde e bem-estar, de forma excecionalmente rápida e verdadeiramente global. Na verdade, ninguém está completamente a salvo e à crise sanitária seguir-se-á a crise económica e a social, cujas durações e impactos totais são ainda uma incógnita. Efetivamente, nunca tinha ocorrido uma paragem tão brusca das atividades do Turismo & Viagens, a nível global, com fecho de fonteiras e rotas aéreas, por tempo indeterminado. Sim, trata-se de uma crise sem precedentes, sendo muito difícil fazer previsões”.

Recomendações

O relatório da WTTC avisa que o maior risco muitas vezes não é a crise em si, mas a preparação, a gestão e a resposta. “Historicamente, tem havido uma falta de coordenação entre os diferentes ministérios e o setor do turismo”, escreve a WTTC. Governos que reconheçam que o setor do turismo faz parte da solução para uma crise económica têm tendência a desenvolver políticas e mensagens coordenadas de apoio ao setor. Neste sentido, a primeira recomendação da WTTC é construir “coligações baseadas na confiança” e criar planos de emergência, que podem começar por uma simples discussão de como os vários ‘stakeholders’ responderão em diferentes cenários de crise. Um exemplo é o Reino Unido, em que o governo desenvolveu com a Associação das Agências de Viagens e Operadores Turísticos (ABTA) um grupo de trabalho, depois dos ataques terroristas na Tunísia em 2015, que resultou na criação de planos para diferentes cenários de crise, bem como a gestão de uma resposta da indústria do turismo a uma crise específica.

Depois é necessário comunicar de forma “certa e transparente”. As autoridades devem tomar a dianteira da comunicação e responder rapidamente, dando instruções, sendo consistentes, acessíveis e expressando empatia. É importante ser-se honesto quanto à informação conhecida e sobre o que ainda se desconhece face à crise. Por exemplo, apesar da epidemia do Ébola, entre 2013 e 2016, ter afetado particularmente três países africanos: Libéria, Guiné e Serra Leoa, o problema foi percecionado como um problema de todo o continente africano. Como consequência a associação de Hotéis da Tanzânia reportou uma quebra de 30% a 40% de negócio em 2014.

Por outro lado, Miami foi capaz, através de uma comunicação eficaz, manter o turismo, informando os turistas de que o surto do vírus Zika estava limitado a determinados locais. A comunicação também é fundamental para “convidar os turistas a regressar ao destino”, com uma mensagem que informe o turista que o destino passou de uma fase de gestão da crise para a recuperação. Mostrar-lhe que é seguro regressar e, ao mesmo tempo, que ele próprio desempenha um papel no apoio à recuperação. Um exemplo é a Coreia do Sul que enfrentou em 2015 o surto do Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). O surto teve um impacto significativo no setor do turismo, com cerca de 54 mil cancelamentos de viagens para o país. O governo sul-coreano reconheceu e pediu desculpas oficialmente pelas suas fragilidades na contenção da doença, tanto na preparação quanto na administração da crise, integrando essa aprendizagem nos seus planos de emergência e reformando o sistema de saúde. Uma comunicação e uma estratégia de marketing eficazes podem ser a chave para informar os viajantes quando um destino está pronto para receber turistas e incentivá-los a regressar. “Na era hiper-visual em que vivemos hoje em dia, fotos e vídeos para mostrar que um destino ou uma empresa estão prontos e ansiosos para receber turistas podem desempenhar um papel importante na ilustração da recuperação”.

A WTTC deixa ainda outra recomendação: “Compreender as motivações de viagem dos turistas é fundamental na fase de recuperação. Os destinos devem trabalhar para identificar quais os segmentos de mercado que terão uma recuperação mais rápida, depois de uma crise, e focarem-se nesses mercados em primeiro lugar. Por exemplo, depois o terramoto de 2015 no Nepal, o segmento de viagens de aventura recuperou muito rapidamente, dada a alta tolerância deste grupo ao risco. Nesse contexto, a diversificação de segmentos de turismo por destino pode ajudar a mitigar o impacto de uma crise”.

Artigo publicado na edição 1414 do Publituris, de 27 de março

Sobre o autorCarina Monteiro

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Transportes

Emirates retoma segundo voo diário para Lisboa em julho

Informação foi divulgada pelo Turismo do Dubai esta terça-feira, 17 de maio, durante uma apresentação em Lisboa, que deu a conhecer as novidades do destino.

Inês de Matos

A Emirates vai retomar em julho o segundo voo diário entre a capital portuguesa e o Dubai, revelou esta terça-feira, 17 de maio, Cibele Moulin, gerente sénior de Operações Internacionais do Turismo do Dubai.

“Estamos com um voo diário da Emirates, é um voo direto de Lisboa para o Dubai, e agora, a partir de julho, a Emirates retoma o segundo voo diário”, revelou a responsável, que esteve em Lisboa para apresentar o destino Dubai aos jornalistas portugueses.

De acordo com Cibele Moulin, com a retoma da segunda frequência diária entre Lisboa e o Dubai, que tinha sido suspensa com a chegada da pandemia, o número de ligações aéreas entre Portugal e o Dubai já está “quase no nível que existia antes da pandemia”, faltando apenas a retoma do voo do Porto.

“Antes, a Emirates voava do Porto também e, talvez, no futuro possamos retomar esse voo. De momento, Lisboa é o principal mercado e temos dois voos a partir de julho”, acrescentou a responsável, mostrando-se convicta que a retoma dos voos é fundamental para que também o número de turistas portugueses que visita o Dubai regresse aos níveis do passado.

O mercado português, revelou também Cibele Moulin, recuperou no primeiro trimestre de 2022 e já superou em 33% os números até março do período pré-pandemia, o que levou a que, neste período, o mercado nacional até tenha reagido “um pouco acima da média global do destino”.

“O mercado português, em especial, recuperou 60% do volume que tínhamos pré-pandemia. Ou seja, o mercado português até reagiu um pouco acima da média global do destino. Isso é muito bom para nós”, considerou a responsável.

Globalmente, o Dubai recebeu, nos primeiros três meses do ano, cerca de quatro milhões de turistas estrangeiros, o que indica uma recuperação de 44% face aos perto de 7,3 milhões de turistas que o destino tinha recebido nos primeiros três meses de 2021.

“Ou seja, recuperámos já do ano passado quase metade do que tínhamos antes da pandemia. É uma recuperação bastante rápida”, congratula-se Cibele Moulin, revelando que a Expo Dubai, que decorreu entre outubro do ano passado e março deste ano, motivou 24 milhões de visitas ao destino.

Além da Expo Dubai, a responsável do Turismo do Dubai considera que importante para a retoma do turismo internacional foi também a reabertura antecipada do destino, que foi um “dos primeiros destinos a abrir na pandemia”, além do facto do Dubai ter mantido sempre uma “constância em relação aos requisitos”, que conferiu maior confiança aos turistas.

Nesta apresentação em Lisboa, Cibele Moulin deu também a conhecer as novas atrações do destino que, mesmo na pandemia, não parou os investimentos que estavam planeados em novas atrações, a exemplo do Museu do Futuro, que nos transporta para o ano de 2071 e que já foi distinguido pela arquitetura; do Deep Dive Dubai; do Sky Views Observatory; da Aura Sky Pool ou do Ain Dubai, que consiste na maior roda gigante do mundo.

Atualmente, o Turismo do Dubai tem em vigor uma campanha especial no mercado português, que foi lançada em abril e que oferece sete noites de alojamento pelo preço de cinco, com Cibele Moulin a revelar que, devido a este tipo de campanhas, a estada média dos turistas portugueses no Dubai está a subir e já 5,4 noites, quando ainda em 2019 estava nas duas ou três noites.

“O Dubai vê Portugal como um mercado com muito potencial e é por isso que estamos a investir tanto na promoção”, concluiu a responsável, indicando que o Turismo do Dubai tem vindo também a investir na proximidade aos operadores turísticos e na formação para agentes de viagens portugueses, ao mesmo tempo que tem vindo a promover famtrips ao destino.

 

Sobre o autorInês de Matos

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Turismo

Negócios no setor global do turismo caem 28% em abril de 2022, aponta GlobalData

Apesar da retoma apontada pela consultora, os negócios globais no setor do turismo e viagem caíram em abril face ao mês anterior de março.

Publituris

Um total de 64 negócios (incluindo fusões e aquisições, private equity e financiamento de risco) foram anunciados no setor global do turismo e viagens (T&T) em abril, o que representa um declínio de 28,1% em relação aos 89 negócios anunciados em março de 2022, segundo aponta a GlobalData.

Aurojyoti Bose, analista da GlobalData, salienta que “todas as regiões testemunharam quedas na atividade de negócios do setor de turismo e viagens com diminuição no volume de negócios em muitos dos principais mercados globais”, considerando ainda que “o aumento dos custos de combustível e o susto da nova variante da COVID-19 estão entre as principais razões para este decréscimo”.

Os anúncios de fusões e aquisições e negócios de private equity diminuíram 42,6% e 9,1%, respetivamente, enquanto o número de negócios de financiamento de risco aumentou 11,8% em abril em relação ao mês anterior.

Muitos dos principais mercados globais testemunharam uma desaceleração nas atividades de negócios no setor do turismo e viagens em abril de 2022. Mercados como EUA, Reino Unido, Índia e Alemanha testemunharam reduções, em volume, de 29%, 12,5%, 33,3% e 75%, em abril em relação ao mês anterior. No entanto, mercados como Japão, Espanha, França e Suécia registaram uma melhora na atividade de negócios.

 

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Turismo da Jamaica quer portugueses de volta

O Turismo da Jamaica quer os turistas portugueses de volta e acaba de nomear um representante para Portugal, Nuno Costa, cujo principal objetivo é “pressionar” para o regresso da operação charter, que já existiu, e que foi interrompida com a pandemia. Pode ser que em 2023 volte a operar.

O Turismo da Jamaica quer os turistas portugueses de volta e acaba de nomear um representante para Portugal, Nuno Costa, cujo principal objetivo é “pressionar” para o regresso da operação charter, que já existiu, e que foi interrompida com a pandemia. Pode ser que em 2023 volte a operar.

 

Voltar a pôr o nome da Jamaica na mente dos operadores turísticos, agentes de viagens e consumidor final em Portugal é o principal objetivo do turismo daquele destino, que tem agora Nuno Costa como seu representante no nosso país. “O Turismo da Jamaica, sabendo que para este ano não vai haver voos charter, nem direto, nem triangular, quer é voltar a pôr o nome do destino na mente dos operadores turísticos, agentes de viagens e no consumidor final”, disse Nuno Costa ao Publituris, referindo que “este é o primeiro grande objetivo, daí a razão da minha presença em Portugal”.

Apesar da representação do Turismo da Jamaica na Europa estar sediada em Berlim, desenvolvendo toda a parte da promoção, para Portugal “quiseram focar-se mais, e convidaram-me para fazer esse trabalho, uma vez que conheço o destino onde vivo há 17 anos, desde 2005, também ainda tenho conhecimento da maior parte dos players do mercado (tour operadores e agentes de viagens) e se não tenho de algum novo grupo, há forma de lá chegar, porque conheço as pessoas”, esclareceu.

A participação em eventos promovidos pelo trade em Portugal é outra das apostas de Nuno Costa. Começou na BTL, passou pela Convenção Bestravel, depois pelo roadshow de Os Especialistas, e Convenção Airmet, “estando sempre numa relação direta com os grupos de agências de viagens e com os operadores, no sentido de continuar a fazer essa promoção não só nos eventos, mas ao nível das redes, das equipas de vendas, formações quando for possível e, sobretudo também, para que eles perceberem que têm alguém cá em Portugal, e mesmo que esteja na Jamaica, mas alguém que é português, conhece muito bem o destino e lhes pode dar qualquer tipo de apoio. Através de um email ou via Whatsapp, estarei sempre disponível para esclarecer qualquer dúvida, até porque muitas vezes o agente de viagens não conhece o destino”, apontou. O responsável tomou conhecimento que, neste momento, apenas um ou dois operadores em Portugal programam a Jamaica, em voos regulares (a única hipótese atualmente), mas com oferta muto reduzida. Daí que “pretendo, igualmente, que os operadores que tenham programação não charter, incluam a Jamaica. Os operadores que fazem brochuras mais dedicadas, como Praias Exóticas ou Luas de Mel, interessam-nos”, realçou.

Destino caiu em esquecimento

Sem a operação charter triangular com Samaná (República Dominicana) que vigorou entre 2006 e 2019, com cinco operadores turísticos em Portugal envolvidos, durante os meses de maio/junho a meados de setembro, o destino Jamaica caiu no esquecimento em Portugal. “Quando as agências de viagens começam a ter as ofertas para outros destinos, mesmo nas Caraíbas, se não está a Jamaica, fica esquecida. O cliente pode querer a Jamaica, mas se não houver esse tipo de oferta ou de exposição do destino, fica esquecido”.

Nuno Costa lembra que a nível de procura, a Jamaica nunca foi um destino de massas como outros pontos das Caraíbas que estão no mercado há 20 ou 30 anos, mas enquanto houve a operação charter, os números foram sempre “muito bons”. Inclusivamente “houve alturas em que o mercado português reagiu melhor até do que o espanhol, porque havia charters de Lisboa e de Madrid. O mercado português sempre gostou muito do destino, portanto, se houver oferta de charter, ele vai voltar”, sublinhou, indicando que eram anualmente entre cinco mil a seis mil passageiros. “Havendo o charter esse número pode aumentar, mas nunca será possível em voos regulares”, frisou.

Quanto ao regresso dessa operação no próximo ano, o representante do Turismo da Jamaica afirmou que “será sempre uma decisão dos operadores. O meu trabalho aqui é dar apoio, dar abertura, mas o fundamental é os operadores querem fazê-lo. Acho, sinceramente, que vai haver alguma pressão dos agentes de viagens e do mercado para que o destino volte a ser oferecido em voos charter. É normal porque já aconteceu, é um destino que as pessoas gostaram, e é normal que os operadores precisem de destinos novos e diversificar o seu produto”. Não sendo possível para já em 2022 este tipo de operação, há os voos regulares. Assim, neste momento, para se chegar à Jamaica, a partir de Portugal, há várias formas, seja via Europa, seja combinado com os Estados Unidos ou Canada. Pela Europa, a opção número um, conforme explica o responsável, é por Zurique com uma conexão de duas a três horas, com a Swiss e ligação a Montego Bay com a Edelweiss, companhia aérea do grupo Swiss. A segunda opção, e ainda sem ter de dormir na Europa, é sair de Lisboa no primeiro voo da manhã da Lufthansa até Frankfurt e apanhar um voo da Condor também para Montego Bay, na costa norte da ilha onde está o turismo. Há outras opções na Europa, mas será sempre necessário ficar de uma noite para outra.

Há igualmente os EUA ou Canadá (Nova Iorque, Miami, Toronto), mas os clientes têm que dormir nessas cidades. Depois pode-se fazer combinados porque há voos diários dessas cidades para Montego Bay.

Há muitos turistas portugueses que conhecem a Jamaica através de cruzeiros que atracam no destino, mas não é só isso que o destino pretende. Segundo Nuno Costa, “é um ponto importante, mas queremos mais”.

Sem charter ainda, a Jamaica é um destino caro? O representante responde que, em termos de hotelaria está ao nível do custo do México, mas um pouco mais caro que a República Dominicana, mas explicou que há hotéis para todos os gostos. Na ilha normalmente todos os all inclusive são de cinco estrelas, mas há hotéis coloniais, há boutique hotéis e até villas, ou seja, há muita oferta, depende tudo do cliente. “O que faz a diferença é o aéreo porque, se formos comparar preços, o avião custará 800 euros, praticamente o mesmo preço de um pacote para a República Dominicana. Se juntarmos o hotel, estamos a falar de 1.500 euros”, referiu.

Mas é um destino de todo o ano. A época alta na Jamaica é o inverno na Europa, que começa aproximadamente a 15 de dezembro e vai até a segunda semana de março, e é quando os preços estão mais altos e é quando nos principais mercados emissores do turismo da Jamaica (norte-americanos e canadianos) está muito frio. Nuno Costa, que estará lá e cá, conclui que “o mais importante, e a mensagem que tento passar ao mercado português é que estou aqui, vou estar sempre em ligação com o mercado para dar apoio, confiança e ajudar os agentes de viagens que não conhecem o destino, e se houver um conjunto de eventos que justifiquem a minha presença, cá estarei”.

O que se pode fazer na Jamaica?

Tirando a praia, a Jamaica tem uma componente de natureza muito forte, revelou o representante do destino em Portugal. É uma ilha pequena, praticamente da dimensão do Algarve, e muito verde, podendo encontrar-se facilmente tanto montanhas, como rios, cascatas, tudo de forma concentrada.

Além disso, segundo Nuno Costa, tem a parte cultural, das pessoas, das gentes e das suas culturas africana/inglesa, o rastafary originário da Etiópia, tem a música (o reggae) que tem tudo à volta do Bob Marley, mas não só, tem a parte das montanhas onde se cultiva o café e, como é uma ilha, há muitos desportos náuticos e passeios de barco, e ainda o rum na costa sul, uma zona ainda por conhecer pois está em desenvolvimento.

Os grandes centros do turismo são três: para além da capital é Kingstown (uma cidade de negócios no sul da ilha, que se deve, no entanto, visitar, pois é lá que se encontra o Museu de Bob Marley), há Montego Bay, a capital do turismo, onde chegam os aviões, Negril que está na ponta oeste, em viagem de hora e meia, e Ocho Rios, a este, que está a cerca de hora e meia também. É nestes centros onde está concentrada a maior parte da hotelaria. Por exemplo, em Montego Bay, num raio de 20/25 kms existem pelo menos 30 unidades hoteleiras all inclusive. Há ainda Porto António, local que o responsável considera “lindíssimo, mas está ainda muito por desenvolver, diria que seria o quarto centro turístico, não tem hotéis em all inclusive, mas é visto em passeio ou para turistas que queiram algo muito específico, como hotéis boutiques em cima do mar ou villas.

*Artigo publicado originalmente na edição 1462 do Publituris.

 

Sobre o autorCarolina Morgado

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Portugal Events recebeu 158 candidaturas

De acordo com o Ministério da Economia e do Mar, o programa Portugal Events recebeu 158 candidaturas e viu aprovados 83 projetos, que poderão atrair mais de 1,8 milhões de turistas e visitantes a Portugal.

Publituris

O programa Portugal Events, lançado no ano passado, já recebeu 158 candidaturas, informou o Ministério da Economia e do Mar, revelando que “foram aprovados 83 projetos, 62 dos quais são eventos associativos/corporativos”.

“Este programa recebeu 158 candidaturas que, maioritariamente, respeitam a projetos com execução prevista já em 2022. O valor total de investimento associado ascende a 157 milhões de euros, sendo o incentivo solicitado superior a 30 milhões de euros”, indica o Ministério da Economia e do Mar, num comunicado divulgado sexta-feira, 13 de maio.

Segundo o Ministério, esta “forte procura por parte das empresas” vem comprovar o sucesso deste mecanismo de apoio financeiro do Turismo de Portugal, que privilegia “o apoio à realização de eventos que, pelo seu posicionamento, notoriedade e imagem internacional, contributo para a qualificação da experiência turística ou para o desenvolvimento da economia, demonstrem ser relevantes para a sustentabilidade do setor do turismo”.

De acordo com a informação divulgada, os projetos que mereceram o apoio público “abrangem a totalidade do território nacional, destacando-se as regiões do Porto e Norte e de Lisboa”, estimando-se que possam contribuir para atrair mais de 1,8 milhões de turistas e visitantes para o território nacional.

“O Programa privilegia o apoio a eventos que pelo seu reconhecimento internacional, caráter diferenciador e grau de exposição mediática contribuam para o incremento da notoriedade de Portugal, enquanto palco de grandes eventos”, explica o Ministério da Economia e do Mar.

A “sustentabilidade e a relevância turística intrínseca de cada evento, bem como o seu alinhamento com a estratégia no que se refere às tipologias de eventos prioritárias para a qualificação da experiência turística e para a adequada estruturação de produtos turísticos” foram, segundo o Ministério, os aspetos considerados como prioritários para a seleção dos projetos.

Recorde-se que o Programa Portugal Events, agora suspenso por se ter ultrapassado a dotação prevista, visa contribuir para a concretização das metas estratégicas da ET2027, através da promoção da coesão territorial e da mitigação da sazonalidade da atividade turística.

O programa é também considerado “um importante impulso para a retoma do setor, conforme preconizado pelo Plano de Ação Reativar o Turismo | Construir o Futuro” e vai agora ser alvo de “análise e avaliação, perspetivando-se que venha a ser reaberto para a apresentação de candidaturas a eventos a realizar em 2023”.

 

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Nova Edição: Turismo do Luxemburgo, “ACT” da Air France, MICE, Air Transat e DouroAzul

A nova edição do Publituris, a primeira do mês de maio, faz capa com uma entrevista a Sebastian Reddeker, CEO do Luxembourg for Tourism. Além disso, há um dossier dedicado ao segmento MICE, uma entrevista ao diretor de Desenvolvimento Sustentável e Novas Mobilidades da Air France, Vincent Etchebehere, e trazemos as novidades da Air Transat e DouroAzul.

Publituris

A nova edição do Publituris faz capa com uma entrevista com o CEO do Luxembourg for Tourism, Sebastian Reddeker, que destaca a importância da comunidade portuguesa no Grão-Ducado, admitindo que “podem desempenhar um papel importante como embaixadores do destino”.

Também nesta edição, fazemos um balanço do que foi a 18.ª Convenção da Airmet, na qual a apresentação de melhores ferramentas tecnológicas e um novo modelo de contratação mereceram destaque.

O “Pulse Report” da GuestCentric está de regresso ao Publituris. Com o mês de abril de 2022 fechado, a consultora dá conta de como se está a comportar o mercado turístico em termos de preço médio, procura por datas, cancelamentos, canais e mercados.

O “dossier” desta edição é dedicado ao MICE, segmento que foi fortemente impactado pela pandemia nos anos 2020 e 2021. Do lado das empresas que produzem e fornecem equipamentos, a criatividade é, neste momento, o maior desafio.

Falámos, também, com Jorge Vinha da Silva, administrador-executivo da Altice Arena, que confirmou que o espaço está já bastante preenchido até ao verão e muito mais ainda de setembro a dezembro.

Na Boost, versatilidade e flexibilidade foram e continuarão a ser as palavras-chave, admitindo Tiago Monteiro, general manager da empresa, que, em 2022, será “possível chegar aos valores anuais de 2019”.

Do lado das agências de viagens, os responsáveis da Travelstore e da Globalis, Frédéric Frère e Fátima Silva, respetivamente, explicam o comportamento atual da indústria, numa altura em que os eventos corporativos estão em crescendo.

No Algarve, o presidente da Região do Turismo, João Fernandes, admite que a relevância do MICE é hoje inquestionável para a região, salientando que o objetivo é “captar, pelo menos, um evento B2B por ano direcionado ao segmento MICE.

Veio a Lisboa a bordo do A220 da companhia francesa que incorporou 30% de SAF contra o 1% atualmente obrigatórios, sob regulamentação francesa, nos voos com partida de França. O Publituris falou com Vincent Etchebehere, diretor de Desenvolvimento Sustentável e Novas Mobilidades da Air France, que explicou a estratégia da companhia para a trajetória da descarbonização.

Já a Air Transat decidiu manter no verão a rota para Faro, operação que é um dos principais destaques da companhia aérea canadiana para esta temporada alta, durante a qual conta vir a operar, no pico do verão, até 16 voos por semana entre Portugal e o Canadá.

Ainda nos “Transportes”, depois dos cruzeiros fluviais, a DouroAzul lançou-se nos cruzeiros de mar, apresentando, recentemente, a programação especialmente destinada ao mercado nacional.

As opiniões desta edição pertencem a Vítor Neto (empresário e ex-Secretário de Estado do Turismo) e a António Paquete (economista).

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Edição Digital: Turismo do Luxemburgo, “ACT” da Air France, MICE, Air Transat e DouroAzul

A nova edição do Publituris, a primeira do mês de maio, faz capa com uma entrevista a Sebastian, Reddecker, CEO do Luxembourg for Tourism. Além disso, há um dossier dedicado ao segmento MICE, uma entrevista ao diretor de Desenvolvimento Sustentável e Novas Mobilidades da Air France, Vincent Etchebehere, e trazemos as novidades da Air Transat e DouroAzul.

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A nova edição do Publituris faz capa com uma entrevista com o CEO do Luxembourg for Tourism, Sebastian Reddecker, que destaca a importância da comunidade portuguesa no Grão-Ducado, admitindo que “podem desempenhar um papel importante como embaixadores do destino”.

Também nesta edição, fazemos um balanço do que foi a 18.ª Convenção da Airmet, na qual a apresentação de melhores ferramentas tecnológicas e um novo modelo de contratação mereceram destaque.

O “Pulse Report” da GuestCentric está de regresso ao Publituris. Com o mês de abril de 2022 fechado, a consultora dá conta de como se está a comportar o mercado turístico em termos de preço médio, procura por datas, cancelamentos, canais e mercados.

O “dossier” desta edição é dedicado ao MICE, segmento que foi fortemente impactado pela pandemia nos anos 2020 e 2021. Do lado das empresas que produzem e fornecem equipamentos, a criatividade é, neste momento, o maior desafio.

Falámos, também, com Jorge Vinha da Silva, administrador-executivo da Altice Arena, que confirmou que o espaço está já bastante preenchido até ao verão e muito mais ainda de setembro a dezembro.

Na Boost, versatilidade e flexibilidade foram e continuarão a ser as palavras-chave, admitindo Tiago Monteiro, general manager da empresa, que, em 2022, será “possível chegar aos valores anuais de 2019”.

Do lado das agências de viagens, os responsáveis da Travelstore e da Globalis, Frédéric Frère e Fátima Silva, respetivamente, explicam o comportamento atual da indústria, numa altura em que os eventos corporativos estão em crescendo.

No Algarve, o presidente da Região do Turismo, João Fernandes, admite que a relevância do MICE é hoje inquestionável para a região, salientando que o objetivo é “captar, pelo menos, um evento B2B por ano direcionado ao segmento MICE.

Veio a Lisboa a bordo do A220 da companhia francesa que incorporou 30% de SAF contra o 1% atualmente obrigatórios, sob regulamentação francesa, nos voos com partida de França. O Publituris falou com Vincent Etchebehere, diretor de Desenvolvimento Sustentável e Novas Mobilidades da Air France, que explicou a estratégia da companhia para a trajetória da descarbonização.

Já a Air Transat decidiu manter no verão a rota para Faro, operação que é um dos principais destaques da companhia aérea canadiana para esta temporada alta, durante a qual conta vir a operar, no pico do verão, até 16 voos por semana entre Portugal e o Canadá.

Ainda nos “Transportes”, depois dos cruzeiros fluviais, a DouroAzul lançou-se nos cruzeiros de mar, apresentando, recentemente, a programação especialmente destinada ao mercado nacional.

As opiniões desta edição pertencem a Vítor Neto (empresário e ex-Secretário de Estado do Turismo) e a António Paquete (economista).

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Nova edição Publituris Hotelaria: Entrevista a Bernardo Trindade, presidente da AHP

A edição de maio da Publituris Hotelaria faz capa com uma entrevista ao novo presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Bernardo Trindade. Destaque, também, para o dossier dedicado aos recursos humanos.

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A quinta edição da Publituris Hotelaria de 2022 faz capa com o novo presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP). Nesta entrevista, Bernardo Trindade destaca a recuperação dos balanços das empresas do setor da hotelaria, os impactos da guerra da Ucrânia, a problemática dos recursos humanos e aponta o Banco de Fomento como instrumento essencial para o futuro de um setor fundamental para a economia nacional.

Nos “Indicadores”, a CLEVER e a Lybra Tech analisam as tendências para este verão de 2022, sendo certo que, durante o mês de abril, a procura de viagens para Portugal cresceu. Junho é o mês preferido pelos turistas, mas os protagonistas do verão continuam a ser os britânicos.

A AHRESP debateu “O Mercado de Trabalho: que profissionais teremos amanhã”, apontando seis pontos essenciais para reter profissionais na área da hotelaria e restauração.

A norte, a antiga fábrica da Companhia União Fabril (CUF), que se dedicava â produção de sabão e velas, no Porto, transformou-se no Pestana Douro Riverside, um hotel com 165 quartos e suites, distribuídos por oito pisos temáticos.

A DistrictHive, empresa sediada em Portugal, projetou um hotel cápsula, um módulo transportável e totalmente autossuficiente que pode ser instalado em qualquer local, mesmo onde a construção não seja possível.

Entrevistado para esta edição de maio foi, também, Kurt Michael Gillig, diretor do Vila Vita Parc. À Publituris Hotelaria, o managing director do hotel, admitiu que “o Algarve descobriu-se em vários níveis e ainda está em transformação”.

 

Destaque, igualmente, para o “Turismo Literário” que, através de uma oferta integrada e especializada, permite a valorização do território e o combate à sazonalidade.

No “dossier” desta edição, realce para os recursos humanos e o que vários grupos hoteleiros, e não só, estão a fazer para colmatar um problema que adveio da pandemia: a falta de pessoal para trabalhar no setor da hotelaria.

Falámos com o grupo Pestana, Vila Galé, DHM, Savoy Signature, NAU, Westmont Institute of Tourism and Hospitality, Les Roches, Católica Lisbon School of Business & Economics, Turijobs, AORH+ e Timming.

Na “palavra de chef” fomos conhecer as propostas de Carla Sousa para o Sítio Valverde, e os ingredientes que não podem faltar na cozinha do Valverde Hotel, bem como as ambições que lhe traçam o percurso.

Na “inspeção”, damos a conhecer o novo hotel Four Points by Sheraton Sesimbra, o primeiro da marca em Portugal e que uma ode às navegações e aos momentos de descanso.

As opiniões pertencem a Sander Allegro (Nova SBE Westmont); Luís Pedro Carmo Costa (Neoturis); José Varela Gomes (ISAG); Fabrizio Boscaglia (Universidade Lusófona); Liliana Conde (consultora) e Nuno Abranja (ISCE).

Boas leituras!

*Para ler a versão completa desta edição da Hotelaria – em papel ou digital – subscreva ou encomende aqui.

Contacto: Carmo David | [email protected] | 215 825 430 **

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Aviação

Play vai operar entre Lisboa e Islândia com duas frequências semanais

A Play Airlines inicia esta sexta-feira, dia 13 de maio, uma operação sazonal com voos diretos entre Lisboa e Islândia (Reiquejavique), duas vezes por semana.

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Os voos serão realizados em aparelho A321neo, à segundas e sextas-feiras, até 28 de outubro de 2022. A companhia aérea revela, que irá oferecer, nesta temporada, mais de 17 mil lugares na rota de e para Lisboa.

A companhia aérea low cost da Islândia, fundada em 2021, tem a sua base operacional no Aeroporto Internacional de Reiquejavique e lançou em abril também voos para Baltimore/Washington DC na costa leste dos EUA.

Juntamente com os novos destinos que, a partir desta temporada, vão servir a Europa, a Play oferece uma rede de 25 destinos em ambos os lados do Atlântico.

Segundo Birgir Jónsson, CEO da companhia aérea, citado em comunicado da empresa, “o lançamento dos serviços em Portugal irá reforçar a rede de rotas da PLAY e posicionar a Islândia como um destino ideal de natureza e aventura para os portugueses”.

O executivo espera que estes voos sejam populares entre a comunidade portuguesa expatriada na Islândia, bem como para os residentes em Lisboa e Portugal em geral.

Realça ainda que com a introdução deste novo serviço aéreo direto entre Lisboa e a Islândia, “os viajantes portugueses terão uma oportunidade há muito aguardada para descobrir o nosso país, seja numa curta pausa de fim-de-semana ou para umas férias mais longas”, lembrando que a Islândia, “com as suas espetaculares atrações naturais e oferta turística, terá finalmente fácil acesso para o mercado português e estamos encantados por sermos o facilitador deste novo serviço aéreo”.

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Distribuição

APAVT não quer que férias dos portugueses virem “pesadelo”

No lançamento da nova campanha de comunicação da APAVT, o presidente da associação, Pedro Costa Ferreira, admitiu que a procura “começa a estar muito próxima de 2019”.

Victor Jorge

Numa altura em que, segundo o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagem e Turismo (APVT), Pedro Costa Ferreira, “nos encontramos num momento de recuperação e de reencontro”, a associação lança uma campanha de comunicação com a qual pretende chamar a atenção para os riscos de não se recorrer às agências de viagens para realizar as reservas para as férias deste verão.

“Não deixe o seu sonho virar pesadelo”, é o nome da campanha da APAVT, assinada pela agência Message in a Bottle, numa altura que se “volta a ter uma noção de normalidade” e onde a procura “começa a estar muito próxima de 2019”, admitiu Pedro Costa Ferreira.

Contudo, o responsável da APAVT salientou as “dificuldades no aeroporto de Lisboa, que são visíveis”, e o “aumento dos preços por via da evolução dos custos com os combustíveis”, numa altura em que o setor está com a “credibilidade em alta”, apesar de, no que toca à tesouraria, ter sofrido um “forte abalo ao longo destes dois anos de pandemia”.

“A recuperação é evidente, não será rápida, mas está pujante devido à poupança dos consumidores que não conseguiram viajar durantes estes dois anos”, o que para o presidente da APAVT perfila um problema: “como conseguiremos responder à procura?”.

Pedro Costa Ferreira identificou, de resto, duas novas oportunidades para o futuro. No primeiro caso, dar resposta aos novos clientes que “descobriram as agências de viagens durante a pandemia” e aos quais os associados da APAVT deram uma resposta de “confiança”, transmitindo “credibilidade ao setor”.

“As restrições e as pessoas que ficaram presas nos destinos contribuíram, definitivamente, para compreender que as agências têm vantagens incontornáveis”.

Já quanto à segunda oportunidade, o presidente da APAVT salientou a captação das pessoas que “recorreram aos sistemas concorrenciais às agências e que perderam o seu dinheiro. Esses são os novos potenciais clientes, pessoas que viram que as agências reembolsaram e continuam a reembolsar. Junto destas, reforçámos a nossa idoneidade”.

Neste aspeto, Pedro Costa Ferreira destacou o facto de, em 2020, as agências tinham “300 milhões de euros a reembolsar e, à exceção de um caso, os clientes foram reembolsados”.

Referindo-se à campanha, o presidente da APAVT salientou que a associação e os seus associados se reveem na mesma, tratando-se de uma comunicação “moderna na mensagem, linguagem, meios utilizados e ambiciosa”, caracterizando, nas palavras de Pedro Costa Ferreira, “o nosso posicionamento e uma entidade virada para uma nova geração”.

A campanha, com início a 11 de maio e final a 10 de junho, é acompanhada de um site – feriasdesonho.pt – e seis landing pages, chamando, precisamente, a atenção para os riscos que se poderão correr ao não efetuar as reservas numa agência de viagens. As peças de comunicação podem ser customizadas pelos próprios associados da APAVT, numa ótica de “trazê-los para este compromisso”, disse ainda Pedro Costa Ferreira, deixando o convite aos associados a remeter à associação os seus logotipos para colocar nas peças a utilizar nas redes sociais, sem quaisquer custos.

Quanto à procura, o presidente da APAVT admite um verão “muito próximo de 2019, com o aumento dos preços “a rondar os 10%, não mais do que isso”. Relativamente à preocupação com a inflação, o responsável da APAVT salientou que, “eventualmente, o verão de 2023 será pior do que este verão de 2022, porque aí é que irão sentir-se verdadeiramente os efeitos da inflação, aumento de preços ou o incremento dos empréstimos com as casas”.

No que diz respeito à procura, Pedro Costa Ferreira destaca destinos como Portugal Continental, Madeira e Açores, Espanha e ilhas Baleares, bem como Cabo Verde. A maior distância, sobressaem destinos como Caraíbas, República Dominicana, Dubai ou Maldivas, concluindo que “a compra antecipada é o grande segredo”.

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Turismo

Turismo na Europa criará mais oito milhões de empregos na próxima década

O setor do turismo e viagens deverá, segundo o WTTC liderar o crescimento económico na Europa. Para tal, em muito contribuirá a criação de perto de oito milhões de novos empregos na próxima década.

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De acordo com os dados avançados pelo World Travel & Tourism Council (WTTC) no seu mais recente Economic Impact Report (EIR), o setor das viagens e turismo europeu deverá criar perto de oito milhões de empregos na próxima década, indicando, igualmente, que o setor será uma força motriz na recuperação económica da Europa, após mais de dois anos de dificuldades.

As contas indicam que nos próximos 10 anos e com uma taxa média de crescimento anual de 3,3%, o setor do turismo e viagens deverá crescer duas vezes relativamente à taxa da economia geral, que evoluir apenas 1,5% ao ano, com o EIR a mostrar que o PIB da Europa de referente ao turismo e viagens deverá crescer 31,4%, para 1,73 biliões de euros.

Julia Simpson, presidente e CEO do WTTC, admite que o setor do turismo e viagens está “em forte recuperação”, salientando que, em termos de contribuição para a economia e empregabilidade na Europa, “ficará perto dos níveis pré-pandémicos até ao final do próximo ano à medida que a globalidade do setor recupera”.

Os dados do EIR do WTTC para 2021 mostram que, em toda a Europa, houve um aumento de 4,7% no número de empregos no setor do turismo e viagens, representando pouco mais de 9% de todos os empregos, um contraste marcante com a queda de 12,5% no ano anterior.

A região de crescimento mais rápido no ano passado, também viu o setor recuperar a sua contribuição para o PIB com um aumento de 28%, representando 6,2% da economia da Europa, correspondendo a 1,3 biliões de euros, acima da contribuição de 5,2% (pouco mais de um bilião de euros, em 2020).

O WTTC também elogia a Comissão da UE, que desempenhou um papel importante na recuperação do setor com o lançamento do Certificado Digital COVID, em 2021.

De acordo com os dados mais recentes, mais de 1,7 mil milhões de certificados foram emitidos pelos Estados-Membros, proporcionando “um impulso muito necessário às economias, tendo salvo milhões de empregos”.

No entanto, o WTTC salienta que, em vários países europeus, “houve uma recuperação muito mais lenta do que o esperado devido a inúmeras tentativas fracassadas dos governos de reprimir a transmissão da variante Ómicron, fazendo com que a recuperação económica regional vacilasse”.

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