Lufthansa avisa que a aviação mundial vai precisar de ajuda estatal para sobreviver

Por a 19 de Março de 2020 as 9:49

O presidente da Lufthansa, Carsten Spohr, veio esta quinta-feira, 19 de março, alertar para o “estado de emergência” em que economia mundial se encontra devido ao impacto da pandemia de Covid-19, considerando que as companhias aéreas estão em perigo e vão precisar de ajuda especial, nomeadamente estatal, para sobreviver a estes tempos conturbados.

“Quanto mais tempo durar esta crise, maior é a probabilidade do futuro da aviação não poder ser garantido sem auxílio estatal”, refere Carsten Spohr, numa declaração publicada no comunicado que acompanha os resultados anuais da Lufthansa referentes a 2019 e que já tinha sido tornados públicos na semana passada.

Na declaração, o presidente da Lufthansa refere que a companhia aérea está a fazer “tudo o possível” para levar o maior número de passageiros para casa em voos de socorro e para que as “cadeias de suprimentos de muitos milhares de empresas não se desintegrem, mobilizando capacidade adicional para o transporte de carga aérea”.

“A disseminação do coronavírus colocou toda a economia global e a nossa empresa num estado de emergência sem precedentes. No momento, ninguém pode prever as consequências. Temos de combater essa situação extraordinária com medidas drásticas e às vezes dolorosas”, acrescenta o responsável

O grupo Lufthansa mantém apenas 5% dos voos regulares previstos até dia 19 abril devido à pandemia e à queda na procura por parte dos passageiros, e vai deixar temporariamente em terra 700 dos 763 aviões do grupo.

A Lufthansa vai aplicar medidas de redução de custos em todo o grupo, prevendo reduzir nomeadamente o trabalho a períodos laborais limitados e não vai distribuir os dividendos referentes a 2019.

O Grupo Lufthansa inclui as companhias aéreas Lufthansa, Eurowings, Swiss, Austrian Airlines, Brussels Airlines e Edelweiss.

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