IATA: Medidas da CE para a aviação são “dececionantes e de pouca ajuda”

Por a 19 de Março de 2020 as 10:24

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, sigla em inglês) considera que as novas recomendações da Comissão Europeia (CE) sobre os direitos dos passageiros, no contexto da pandemia de Covid-19, são insuficientes, chegando mesmo a considerar que são “dececionantes e de pouca ajuda” e acusa o organismo europeu de ter ignorado as pretensões das companhias aéreas.

“Não se deu flexibilidade, nem se limitaram as obrigações num período de crise para a indústria da aviação, o que significa que as linhas aéreas são potencialmente responsáveis pelos passageiros que tenham ficado fechados por decisões estatais de encerrar as fronteiras”, lamenta a IATA, que representa 300 companhias aéreas em todo o mundo, num comunicado conjunto com a plataforma Airlines for Europe (A4E).

Apesar das queixas, a IATA e a A4E dizem ter esperança que, de acordo com as novas linhas traçadas pela CE, muitas compensações não tenham que ser pagas, já que os cancelamentos por proibição de voos ou por procura extremamente baixa, são consideradas “circunstâncias extraordinárias”, em que não se aplicaria o direito de o passageiro ser indemnizado.

As companhias aéreas tinham também pedido a Bruxelas a suspensão de outras obrigações para com os passageiros em caso de cancelamento de voos por causa da Covid-19, e para poderem usar com mais flexibilidade o reagendamento de voos ou os cupões de oferta (‘vouchers’) como forma de pagamento aos clientes, pretensões que, acusam as duas associações, não foram atendidas.

 

 

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