Brussels Airlines anuncia novas medidas para reduzir impacto financeiro da Covid-19

Por a 19 de Março de 2020 as 9:45
Brussels

Para fazer face ao impacto financeiro negativo da Covid-19, a Brussels Airlines anunciou esta quinta-feira, dia 19, novas medidas. Depois de anunciar um regime temporário de desemprego técnico aplicado a 30% dos funcionários da companhia belga entre 16 e 20 de março, a companhia decidiu agora  expandir essa medida à totalidade da equipa,  em consonância com a suspensão temporária de todos os seus voos. Esta medida terá apenas algumas exceções de forma a realizar os voos de repatriamento e organizar o reinício das operações.

Os quadros administrativos da companhia vão reduzir o seu salário entre 15% a 20% nos próximos seis meses.

“Circunstâncias excepcionais, infelizmente exigem medidas excepcionais. É nosso dever agir como uma empresa responsável e reduzir ao máximo o impacto financeiro na nossa companhia aérea, a fim de sair da crise da melhor maneira possível,” afirma Dieter Vranckx, CEO of Brussels Airlines.

A propagação do coronavírus e as proibições de voos associadas, bem como outras medidas que restringem o tráfego aéreo, impostas por muitos países em todo  mundo, impactaram severa e negativamente os horários dos voos da Brussels Airlines e obrigaram a companhia a anunciar a suspensão temporária de suas operações de voo programadas por quatro semanas a partir de 21 de março de 2020.

A transportadora belga mantém, no entanto, uma capacidade de voo mínima disponível para vôos de repatriação, a pedido do governo belga.

Esta quinta-feira, a companhia apresentou também os resultados de 2019. A Brussels Airlines encerrou o exercício de 2019 com uma perda de 40,6 milhões de euros e um EBIT ajustado de -25,9 milhões de euros. A companhia aérea belga registou um crescimento de passageiros de 1,7%, atingindo um número total de passageiros de 10,2 milhões. A ocupação em 2019 atingiu os 81%, em linha com o ano de 2018 (+0,52), assim como o número de voos operados (+ 0,1%).De acordo com a companhia, os resultados financeiros “foram influenciados pela falência da Thomas Cook Bélgica em setembro do ano passado, bem como por greves do controlo de tráfego na Bélgica e no exterior, resultando num impacto negativo de mais de 12 milhões de euros nos resultados da companhia aérea. Além disso, os altos custos de combustível sobrecarregam os resultados financeiros da empresa de 14 milhões de euros”.

Em 2029, Brussels Airlines, com a ajuda do grupo Lufthansa, investiu 140 milhões de euros em novas aeronaves de longo curso.

Paralelamente, a Brussels Airlines iniciou o lançamento de seu programa de recuperação “Reboot”, que visa uma margem de EBIT de 8% a partir de 2022, através da redução de custos gerais e da revisão processos para aumentar a eficiência.

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