APAVT:”Governo foi rápido a ouvir e decidir”, mas “ainda há um longo caminho pela frente”

Por a 19 de Março de 2020 as 14:21

Esta quarta-feira, o Governo anunciou a disponibilização de linhas de crédito, através do sistema bancário, para os setores económicos mais afetados pela atual crise provocada pela propagação no novo coronavírus em Portugal e no mundo.  Para as empresas de turismo na área das agências de viagens, animação, organização de eventos e outras similares está destinada uma linha de crédito de 200 milhões de euros, dos quais 75 milhões de euros vão ser direcionados a micro e pequenas empresas.

Para a APAVT – Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo, estas medidas revelam que “o Governo foi rápido a ouvir e a decidir, isso é meritório e apreciámos”. Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, ao Publituris, destacou que  o facto das agências de viagens terem sido contempladas por estas medidas, que tiveram em conta as “especificidades do negócio” e as “diferentes dimensões / necessidades” é também “uma excelente notícia”.
Destas, o responsável sublinha o “sistema de microcrédito, que espero, ajudará a salvar centenas de microempresas”.

No entanto, ainda “existe um longo caminho a percorrer”, adverte Costa Ferreira, esclarecendo a necessidade que as medidas anunciadas têm de “se revelar efectivas, chegar ao mercado”. Para tal, é necessário “aguardar as condições efectivas de elegibilidade, e  sobretudo a dinâmica do acesso por parte da agências de viagens”.

Acresce ainda o facto de, “muito provavelmente”, se verificar a necessidade de mais apoios por parte das empresas do setor da distribuição, um assunto que deverá vir mais tarde: “Será importante, mas não constitui a maior urgência”.

O responsável considera que “só depois das medidas anunciadas se tornarem efectivas”, como por exemplo a questão do ‘lay off’ para as empresas, é que “poderemos raciocinar sobre novas necessidades”.

Quanto às consequências da propagação da Covid-19, o presidente da APAVT conclui que “serão simultaneamente devastadoras, isso já é certo, mas ainda não quantificáveis”, sobretudo porque,explica, “não sabemos a duração do período em que viveremos em ambiente de COVID-19, nem sabemos as condições económicas que enfrentaremos quando regressarmos ao mercado”.

Para já, as agências de viagens encontram-se a “trabalhar em muitos casos de regressos dos nossos clientes a Portugal”.

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