IATA aplaude decisão da Comissão Europeia de suspender regra dos slots

Por a 13 de Março de 2020 as 15:36
Lusanova

A Comissão Europeia decidiu esta sexta-feira, 13 de março, suspender até junho a regra que obriga as companhias aéreas a manterem 80% dos voos para não perderem o histórico de slots, decisão que é aplaudida pela IATA – Associação Internacional de Transporte Aéreo, que, no entanto, critica o facto da suspensão apenas vigorar até junho.

“A decisão reflete a situação sem precedentes que a indústria das companhias aéreas enfrenta. Contudo, a concessão da suspensão apenas até junho é o mínimo que a indústria precisa”, aponta a IATA, defendendo que a suspensão deveria vigorar até outubro e advertindo que, no próximo mês, a Comissão Europeia terá de estender este prazo até outubro para que as companhias aéreas possam planear as suas operações.

A IATA lembra que o surto de Covid-19 “causou um colapso na procura global por viagens aéreas” e que as companhias aéreas não conseguiram dar resposta a esta quebra nem reajustar a sua capacidade, devido à regra dos slots, que obriga as transportadoras a realizar, pelo menos, 80% dos voos para não perderem slots na temporada seguinte.

“A suspensão das regras de uso de slots até junho vai permitir que as companhias aéreas comecem a adotar medidas para lidar com a queda sem precedentes do tráfego, mas é um período mais curto do que o solicitado pelas companhias aéreas. As companhias aéreas precisam que a suspensão seja estendida para cobrir toda a temporada (até outubro)”, defende a IATA, considerando que a Comissão Europeia vai ter de rever, até 15 de abril, esta decisão e estender a suspensão até outubro.

“Isto é muito necessário e muito bem-vindo. Contudo, devido a todas as incertezas, é desapontante que esta decisão não cubra toda a temporada”, afirma Rafael Schvartzman, vice-presidente regional da IATA para a Europa.

A IATA estima que as receitas das companhias aéreas venham a apresentar quebras de 19%, num total de 113 mil milhões de dólares, estimativa que, no entanto, foi avançada antes da decisão dos EUA de suspenderem a entrada no país dos passageiros com origem no espaço Schengen, pelo que, a descida de receitas na aviação deverá ser ainda mais preocupante.

 

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