Região Centro com reservas em queda para a Páscoa devido ao Covid-19

Por a 11 de Março de 2020 as 10:56
BRENDAIT

A hotelaria da região Centro está a registar cancelamentos entre os 18% e os 25% nas reservas para a Páscoa devido ao Covid-19, o novo coronavírus que já fez mais de quatro mil vítimas mortais em todo o mundo, revelou esta terça-feira, 10 de março, Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal (TCP).

“Estamos a monitorizar ao dia. A TCP criou, dentro do seu território, uma bateria representativa das principais unidades hoteleiras de todo o Centro de Portugal, não são as mais de três mil unidades, mas estamos a falar de uma base na ordem das mil unidades. E, neste momento, posso dizer que os cancelamentos, em média, rondam os 18% e os 25%”, explicou Pedro Machado aos jornalistas, à margem da apresentação do 7.º Fórum de Turismo Interno ‘Vê Portugal’, que decorreu nas Caldas da Rainha.

O presidente da TCP considera que o Centro de Portugal vai, este ano, viver “uma Páscoa bastante menos rica e menos fogosa”, ainda que o impacto do vírus na região seja menos preocupante que noutras regiões do país, como o Algarve e o Porto e Norte, o que, justificou, se deve à menor dependência dos mercados externos que o Centro apresenta.

“Para o mal e para o bem, o facto de não termos um domínio dos mercados externos leva a que não sejamos tão fustigados como são seguramente os destinos que dependem mais dos mercados externos”, acrescentou, considerando que, para o Centro, a “almofada do mercado interno”, que continua a ser o principal na região, “representa um ativo”.

Apesar dos cancelamentos das reservas para a Páscoa rondarem os 18% a 25%, Pedro Machado admite que a realidade é distinta dentro da própria região, dando como exemplo o caso de Fátima, que “tem uma dependência muito grande daquilo que são os mercados asiáticos”, motivo pelo qual, admitiu, apresenta cancelamentos “numa média superior a estes 25%”.

Já nas cidades do interior, como é o caso da Guarda, e que, segundo Pedro Machado, “não são tão dependentes dos mercados externos”, a média de cancelamentos para a Páscoa tem sido mais baixa.

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