IAG com quebra de 40% nos lucros em 2019

Por a 28 de Fevereiro de 2020 as 12:54
BA

O grupo de aviação IAG anunciou esta sexta-feira uma queda de 39,6% no lucro de 2019, face ao ano anterior, para 1.715 milhões de euros, e prevê a diminuição das receitas de 2020 devido ao coronavírus.

Em comunicado às bolsas de Madrid e Londres, citado pela agência de notícias espanhola EFE, o International Airlines Group (IAG), formado pela British Airways (BA), Iberia, Vueling, Aer Lingus e Level, justificou a descida de 39,6% com os custos extraordinários relacionados com pensões.

Excluindo os elementos excecionais, o lucro foi de 2.387 milhões de euros, correspondente a uma redução de 1,4%.

Este valor inclui a diminuição do lucro operacional devido à greve de pilotos da BA, o aumento dos custos de combustível e os incidentes no aeroporto de Londres Heathrow durante o verão, que resultaram em prejuízos de 170 milhões de euros.

Segundo o IAG, também os incidentes sofridos pelos segmentos de baixo custo do grupo tiveram um efeito adverso de 45 milhões de euros no segundo semestre do ano.

A receita total do grupo de aviação totalizou 25.506 milhões de euros, representando um aumento de 5,1%, com a Iberia a aumentar a sua faturação em 9,2% (5.645 milhões de euros) e a Vueling em 5% (2.455 milhões).

O lucro operacional do grupo, excluindo os elementos excecionais, foi de 3.285 milhões em 2019, menos 5,7% do que no ano anterior, e a margem operacional diminuiu 1,5 pontos percentuais, para 12,9%.

A posição da dívida líquida do grupo aumentou 1.100 milhões de euros em 2019, para 7.571 milhões, principalmente devido ao aumento do investimento em ativos fixos, com o investimento numa nova frota de aeronaves mais eficiente no consumo de combustível, esclareceu o grupo.

O presidente executivo do IAG, Willie Walsh, citado pela EFE, considerou que o grupo obteve “bons resultados num ano marcado por incidentes e pelo aumento dos preços dos combustíveis”.

Willie Walsh adiantou ainda que o grupo antecipa uma queda na receita de 2020, devido à diminuição da procura causada pelo surto do novo coronavírus (Covid-19).

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